Especialistas encontram restos de maior dinossauro que viveu nos mares

Londres, 16 mar (EFE).- Os restos de um monstro carnívoro que habitou os mares no reinado dos dinossauros e superou em tamanho o famoso Tiranossauro rex, o maior predador do período Cretáceo, foram descobertos em uma ilha do arquipélago ártico de Svalbard.

EFE |

O jornal "The Guardian" publica hoje em sua edição eletrônica que um grupo de "caçadores" noruegueses de fósseis encontrou a parte de trás do crânio do animal no sudoeste da ilha de Spitsbergen, na Noruega.

A descoberta, afirma o jornal britânico, "foi descrita como uma das mais significativas do Jurássico".

O predador foi identificado como uma nova espécie de pliossauro, um grupo já extinto de répteis aquáticos caracterizados por um crânio enorme, um pescoço curto e quatro aletas para se deslocar na água.

As medidas da parte de trás do crânio e outros 20 mil fragmentos ósseos encontrados na ilha ártica mostram que a criatura ocupava o cume da cadeia alimentar e vivia à base de lulas, peixes e répteis marítimos.

A cabeça do animal era duas vezes maior que a do Tiranossauro rex, e sua mandíbula possuía vários dentes de quase 30,5 centímetros de comprimento.

Os paleontólogos calculam que o dinossauro, cuja mordida era quatro vezes mais poderosa que a do Tiranossauro, media 15 metros de comprimento, pesava 45 toneladas e dominou os oceanos há 147 milhões de anos.

Os pesquisadores viram os primeiros vestígios do animal durante o último dia de uma expedição realizada em 2007, na qual encontraram ossos de pliossauros menores.

No entanto, Jorn Hurum, diretor da expedição e membro do Museu de História Natural da Universidade de Oslo, percebeu que havia ossos maiores no terreno e marcaram o local com um GPS.

Em agosto do ano passado, a equipe retornou ao lugar da descoberta e ficou assombrada ao comprovar que os restos eram do maior pliossauro encontrado até o momento. EFE pa/db

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