Especialistas apontam risco de danos à saúde em razão do barulho

Sirene, buzinas, escapamentos ruidosos. Pessoas, camelôs, polícia.

Agência Estado |

Carros, caminhões, sinos. Gritaria. Mais buzinas. Silêncio é raro até nas madrugadas e, algumas esquinas da cidade de São Paulo, tem a função de reunir todos esses tipos de sons da metrópole. Deve ser por isso que aparecem como campeãs no ranking do ruído paulistano.

Foi o Centro Auditivo Telex que elegeu os cruzamentos campeões de barulho. Por meio da reclamação dos pacientes, realizou medição nos cruzamentos paulistanos e atestou as quatro esquinas que mais machucam o ouvido na capital. Segundo os especialistas, o suportável para o ouvido humano vai até 55 decibéis durante o dia.

Quem passa pela Avenida Paulista com Rua da Consolação, por exemplo, é atingido por 96 decibéis. A Rua 25 de Março, o maior shopping a céu aberto, também compromete os ouvidos com os gritos de promoções. No tradicional comércio de rua, na esquina com a Ladeira Porto Geral, a intensidade alcançou 105 decibéis. Na Avenida República do Líbano com a Rua Manoel da Nóbrega, no Ibirapuera, foram registrados 100 decibéis.

Apesar da “ofensa” auditiva provocada pelas três esquinas, a faixa de campeã ficou com a Radial Leste. Lá o barulho alcançou 110 na escala, perto do Viaduto Guadalajara, comparado a um tiroteio. “Acima de 85 decibéis é prejudicial à saúde auditiva e pode acarretar algum prejuízo, como desconforto ou zumbido”, afirma Isabela Pereira Gomes, fonoaudióloga do Telex. “Pessoas que ficam expostas diariamente a essa intensidade estão sujeitas a problemas físicos e psicológicos, já que o barulho é um componente para o estresse urbano.”

Rio de Janeiro

No Rio, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente recebeu a média de 130 queixas mensais em razão da poluição sonora. Em 2007, a Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez medições em oito pontos para analisar o nível de ruído do trânsito em Copacabana - a média no bairro foi de 72,3 decibéis. A esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com Rua Figueiredo Magalhães foi o ponto mais crítico: 74,5 decibéis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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