Especialistas alertam para combinação de cigarro com anticoncepcionais

Em uma amostra com 7 mil pacientes do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, 25% dos homens eram ex-tabagistas e só 17% das mulheres tinham deixado de fumar. Muitas mantêm o hábito por medo de engordar.

Agência Estado |

"Quando juntamos isso com o uso de anticoncepcionais a situação fica crítica", diz o coordenador do setor Clinic Check-up do hospital, o cardiologista César Jardim. Ele afirma que o cigarro, sozinho, eleva em 30% a chance de a mulher ter doenças cardiovasculares.

Segundo o médico Raul Dias dos Santos, "fumantes que consomem pílulas anticoncepcionais têm uma chance de três a quatro vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) quando comparadas a mulheres que não fumam e não usam esses medicamentos." Na opinião do presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Ari Timerman, a dupla que conquistou as mulheres modernas é, sim, perigosa. "A combinação é uma bomba-relógio porque promove fortes distúrbios na coagulação sanguínea, facilitando a liberação de coágulos nas coronárias. Por causa disso, a mulher pode sofrer um enfarte mesmo tendo coronárias normais", diz.

O especialista Otavio Gebara lembra que o uso da pílula, quando dissociado do tabagismo, tem se tornado mais seguro. "Há 20 anos o anticoncepcional trazia mais problemas, já os hormônios mais modernos não são considerados fatores de risco para o coração - desde que a mulher não fume, é claro."

AE

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