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Especial Wall-E : diretores de arte se inspiraram em binóculos e iPods para criar personagens

EMERYVILLE (EUA) - História e cena precisam de ambientes para acontecer e personagens para interagir. Assim, uma equipe formada por diretores de arte, desenvolvedores de personagens e programadores foi formada para criar a Terra e o espaço em Wall-E.

Marcela Tavares |

A primeira coisa que Ralph Eggleston, diretor de arte do filme, disse a Andrew Stanton quando ouviu a história foi "eu não sei desenhar robôs!". O diretor viu nisso a chance de ter uma abordagem mais nova ao mundo dos circuitos.

A principal referência para a criação de Wall-E foi um par de binóculos. "Andrew estava brincando com eles durante um jogo baseball e percebeu o quanto eles podiam passar expressões. Partimos daí para criar 'Wall-E'", contou Eggleston.

Já a minimalista Eve (Seria Wall-E um PC e Eve um mac?) foi sim inspirada em produtos da Apple. "Convidamos o designer do iPod para conversar quanto estávamos desenhando a personagem", contou Jason Deamer, diretor de arte de personagens.

A barata Hal, companheira de Wall-E, foi o primeiro personagem a ser desenhado. "Eu ganhei uma barata viva em uma jarra e convivi com ela umas semanas em meu escritório para me inspirar", disse Deamer.

No inicio da produção, Wall-E iria contracenar com alienígenas, que foram concebidos como seres sem formato definido, como se feitos de massa. "Depois eles foram lentamente se transformando em humanos. O engraçado é que consultamos um cientista da Nasa que nos contou que por conta da gravidade seus ossos vão enfraquecendo, os membros vão se aproximando do coração em busca de circulação e você ganha um aspecto mais arredondado, o que deixou os humanos com um formato bem parecido com os aliens do começo", adicionou Deamer.

A equipe visitou depósitos de lixo para ver como melhor transpor esse ambiente para a Terra de Wall-E. "Como podemos mostrar os cenários de todos os ângulos e distâncias, de uma visão aérea ao ponto de vista de uma barata, eles precisam ser completamente detalhados. Então temos muita poeira, pequenos pedaços de papel balançando ao vento, blocos de lixo compactado com os mais diversos elementos", explicou Eggleston.

A escolha de cores também é importante na hora de estabelecer a ambientação. "Vimos toneladas de filmes de ficção científica, e eu cheguei a uma paleta de cores para o filme que usa referências desses clássicos, mas que sobretudo causassem emoções nos espectadores. Passar a idéia do ambiente também e importante, daí o uso de cores mais pasteis para a vazia e quente Terra em que Wall-E vive.

Realismo era uma referência, mas nunca uma regra. Para o espaço nós queríamos que as pessoas se sentissem no meio das estrelas e não como de fato veriam isso. Mas tivemos a preocupação de apresentar estrelas como as vemos, umas piscando, outras coloridas, colocamos a Via Láctea para compor o espaço, mas sempre com essa ilusão de imersão em mente falou Eggleston sobre o trabalho desenvolvido pelo diretor de tecnologia Nigel Hardwidge.

Confira trailer, entrevistas e os bastidores da nova produção da Pixar no especial "Wall-E"

Leia mais sobre o filme "Wall-E"

A jornalista viajou a convite da Disney .

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