Escritores europeus celebram aniversários na feira de Frankfurt

Frankfurt (Alemanha), 17 out (EFE).- Um Prêmio Nobel de Literatura, Günter Grass, e um eterno candidato ao mesmo, Cees Nooteboom, celebraram hoje seus aniversários na Feira do Livro de Frankfurt, em atos organizados por suas respectivas editoras.

EFE |

Grass, que completou 81 anos, foi presenteado por sua editoria alemã, a Steidl.

Em uma aparição no célebre sofá azul, o escritor afirmou que após os 75 anos, acostumou-se "a receber cada ano como um presente".

Já Noteeboom foi presenteado pela editora Suhrkamp, que ele próprio definiu como a plataforma para seu reconhecimento mundial.

O escritor holandês aproveitou para reafirmar tudo o que a Suhrkamp significou para ele, mas também para agradecer a fidelidade que outras editoras tiveram com sua obra, em países em que conseguir o êxito comercial não foi tão fácil.

"Alegra-me que aqui estejam também minhas outras editoras, às quais tenho que agradecer por sua fidelidade." Para algumas não foi fácil, "porque em outros países não existe Marcel Reich Rannicki", disse Nooteboom.

O crítico literário Rannicki foi quem suscitou o sucesso de Nooteboom na Alemanha após o romance "Rituais", que qualificou, em seu célebre e extinto programa, como uma obra que fazia com que seu autor merecesse o Prêmio Nobel.

A diretora da Suhrkamp, Ulla Berkewitz disse que a obra de Nooteboom é a de um cosmopolita que escreveu sobre muitos países da terra.

Aos 75 anos, Nooteboom continua escrevendo e no ano que vem deverá publicar mais uma obra sobre a qual preferiu não falar.

Já Grass acaba de apresentar a segunda parte de sua autobiografia, "Die Box" (A Caixa) e não esquece sua briga de décadas com Rannicki, que teve com as obras do Nobel uma relação que oscila entre o amor e o ódio.

Ao falar sobre os planos dos governos contra a crise financeira, Grass disse que "é preciso passar a fatura aos banqueiros. Os cidadãos normais, que pagam seus impostos, não têm por que assumir toda a carga da crise".

"Nunca antes tinha havido uma hipocrisia tão unânime. Durante anos defenderam esse conto do 'neoliberalismo' e hoje as mesmas pessoas o primeiro que fazem é pedir a intervenção do Estado para salvar os bancos", atacou o escritor. EFE rz/ab/jp

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