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As escolas estaduais de São Paulo terão até 31 de outubro para repor as aulas perdidas em 22 dias de greve de professores. O esquema de reposição foi apresentado hoje por representantes da Secretaria da Educação do Estado à presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha.

A reposição e o pagamento pelos dias parados foram exigências da categoria para terminar a paralisação, suspensa desde sexta-feira.

O calendário de aulas será definido pela direção de cada escola e homologado pelas Diretorias de Ensino até o dia 17. Os colégios poderão agendar reposição para o turno inverso ao que os alunos estudarem (de segunda a sexta-feira), aos sábados ou na última semana do recesso de julho. As faltas dos professores serão pagas e anuladas à medida que as aulas sejam repostas pelos docentes, com dois meses de atraso. Não será prejudicado o pagamento de benefícios como bônus, qüinqüênio e licença-prêmio. Serão descontados do salário de agosto os dias parados em junho e de setembro, os de julho.

Os professores da rede estadual de ensino decidiram cruzar os braços no dia 13 de junho. Eles reivindicam piso salarial de R$ 2 mil e a revogação de decreto que limita as transferências de professores entre estabelecimentos e cria uma prova anual para seleção de temporários. Durante o movimento, conseguiram aumento salarial de 12% e mudança em alguns poucos pontos do decreto.

Em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), na semana passada - endossada por votação em assembléia -, a categoria decidiu suspender a greve até quinta-feira. Ficou acertado que, se até hoje, o governo estadual apresentasse um calendário de reposição e de pagamento de dias parados, a greve terminaria. A reportagem procurou a presidente da Apeoesp e a assessoria do sindicato, mas ninguém foi localizado para comentar a reunião de hoje. Está prevista para quinta-feira uma nova assembléia da categoria.