Escola de Paraisópolis tem aulas suspensas após protestos e confronto com a polícia

SÃO PAULO - As aulas do Centro de Educação Infantil (CEI) de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foram suspensas após os conflitos entre a população e a polícia na noite desta segunda-feira. Cinco pessoas ficaram feridas e a Polícia Militar (PM) deve manter a ocupação da favela por tempo indeterminado.

Redação |

No local, estão 180 policiais em 60 viaturas de policiamento e da Tropa de Choque, pela determinação do secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão.   

Além do CEI de Paraisópolis, outras duas escolas conveniadas com a prefeitura suspenderam as aulas (CEI Santa Escolástica e Lina Rodrigues). A previsão é de que as três retomem as atividades apenas na quarta-feira.

AE
Cerca de 180 policiais ocupam a favela de Paraisópolis em São Paulo

Além das aulas e do cerco da polícia, o tráfego pelas ruas da favela foi modificado após o conflito. O trânsito permanece bloqueado na região, entre as ruas Dr. Francisco Tomas de Carvalho e Dr. Flávio Américo Maurano, que fazem a ligação entre as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi. A alternativa para o motorista é seguir pela Giovanni Gronchi.

A interdição segue até a liberação pela PM, que não tem previsão do término da ocupação.


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Confrontos

No fim da tarde de segunda-feira, moradores da região atearam fogo em diversos veículos e depredaram estabelecimentos nas ruas da favela. Para impedir a entrada da polícia, foram montadas barricadas.

Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino , um foragido da Justiça com duas condenações por roubo.

O saldo dos violentos protestos é de cinco feridos, sendo três deles policiais militares baleados durante os confrontos. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, os três estão internados, mas não correm risco de morte.

Há ainda dois feridos entre os moradores. O comerciante Derval Olímpio da Silva, de 44 anos, atingido no peito, foi medicado no Hospital Albert Einstein e já foi liberado. Já o servente de pedreiro Marcione dos Santos, de 21, diz ter sido atingido no ombro, por volta das 21h, quando chegava do trabalho. Segundo a Polícia Militar, ele foi socorrido ao Hospital Campo Limpo e já foi liberado. Neste caso, não há confirmação se o ferimento foi feito por bala de borracha.

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