Escândalo sexual causou polêmica na Força Nacional em 2009

Capitão e mulher foram acusados de sugerir encontro a três com uma soldado em troca de convocar seu namorado para Brasília

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Não é a primeira vez que há suspeitas de irregularidades e nepotismo na Senasp. Em 2009, o capitão da Brigada Militar do Rio Grande do Sul Isandré Antunes e sua mulher, a soldado Luciana Butke (BM-RS), foram acusados pela soldado Rosilaine Souza (PM-TO) de lhe sugerir encontro sexual a três em troca de convocar o namorado dela, tenente Carlos Palaoro (PM-ES), para atuar em Brasília.

De acordo com a comunicação de Rosilaine à Força, o capitão Antunes e Luciana Butke condicionaram a transferência de Palaoro ao encontro sexual com Rosilaine. O assédio teria durado de março a maio de 2009 e foi documentado em e-mails.

Segundo depoimento de Rosilaine, Luciana Butke a incitava frequentemente a fazer sexo a três com Antunes e dizia que oficiais poderiam “dificultar a mobilização” do namorado. “Minha vida se tornou um inferno”, afirmou a soldado.

Assessor do major Aragon, atual diretor-geral, foi acusado

Antunes era assessor de Recursos Humanos e atuava no gabinete do então secretário nacional de Segurança, Ricardo Balestreri. Ele era chefe de gabinete, assessor direto e muito próximo do major Alexandre Augusto Aragon, atual diretor da Força Nacional – na época capitão e subsecretário nacional de Segurança.

A sindicância instaurada pela Força Nacional pediu o afastamento de Antunes. O capitão acusado, sua mulher e a soldado que denunciou foram desmobilizados. Encarregado da sindicância, o diretor-substituto da Força Nacional – função hoje ocupada pelo capitão Luigi (BM-RS) –, major Luciano Carvalho de Souza (PM-RJ), foi exonerado após concluir a investigação.

    Leia tudo sobre: escândalo sexualForça Nacionalpolêmicacapitãotrês

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG