Escala médica na porta de hospitais reduz faltas no DF

As constantes faltas dos médicos ao trabalho caíram 22% desde que o governo do Distrito Federal (DF), há exatos dois meses, mandou afixar diariamente em painéis nos centros de saúde e hospitais as escalas dos profissionais de serviço. Além do nome de cada médico, o painel mostra também o telefone da ouvidoria da Secretaria da Saúde para que os pacientes possam reclamar do atendimento ou da ausência do médico escalado para o trabalho diário ou plantão.

Agência Estado |

Apesar dos resultados, a medida azedou o relacionamento entre o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, César Galvão, e o secretário da Saúde, Geraldo Maciel. Duas semanas atrás, em uma das primeiras reuniões do início da campanha salarial dos médicos, Galvão agrediu Maciel em uma sala da sede do governo distrital e foi preciso chamar os seguranças para conter o médico sindicalista. Para discutir o reajuste, o sindicato marcou uma assembléia para hoje, às 20h. Há indicativo de greve, e paralisação marcada para o próximo dia 22.

A norma dos painéis foi aplicada depois que uma auditoria nos hospitais descobriu ausências consideráveis e falhas graves no atendimento da capital federal e demais instituições das cidades-satélites. Só no ano passado, 1.486 médicos do DF - mais de um terço do total - somaram 32.288 dias de afastamento do trabalho. “Isso dá, em média, quase 22 dias de ausência por médico. É quase um mês de férias”, contabiliza o secretário Maciel.

Licenças para tratamento de interesse, gestante ou licenças-prêmio - todas previstas em lei - somaram ainda outros 15.167 dias de ausência para 264 médicos. “Somando tudo, é com se tivéssemos 130 médicos recebendo sem trabalhar todos os dias do ano. O custo para o GDF passa de R$ 16 milhões no ano”, informou o secretário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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