Ernest Hemingway não era um ermitão, afirma pesquisadora cubana

HAVANA ¿ Ernest Hemingway tentou se isolar das pessoas, mas manteve uma constante e abundante correspondência pessoal, o que quebra sua imagem de ermitão, afirmou nesta quarta-feira a pesquisadora cubana Rosalba Díaz, que trabalhou na digitalização de mais de 3 mil páginas de cartas do escritor americano.

AFP |

"Há muita intimidade nessas cartas", afirmou a estudiosa ao jornal Juventud Rebelde. "Impressiona a quantidade de correspondência, que quebra sua imagem de ermitão. Ele tentou se isolar, mas fracassou na tentativa".

Díaz, chefe do Departamento de Conservação e Restauração em Finca Vigía, a casa de Hemingway na periferia de Havana transformada em museu em 1961, foi uma das sete pessoas que participou na restauração e digitalização de 3.194 páginas de documentos inéditos do escritor, conservados nesssa instalação.

Esse trabalho, iniciado em 2003, foi possível por um acordo entre o Conselho de Pesquisas de Ciências Sociais dos Estados Unidos e o Conselho Nacional de Patrimônio (CNP) de Cuba.

Hemingway (1899-1961), ganhador do Nobel de Literatura em 1954, realizou três visitas a Cuba a partir de 1928 e viveu na ilha por curtos períodos de tempo, até que, em 1940, comprou Finca Vigía, onde residiu até morrer.

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