Equipes de busca a padre acham balões no mar em SC

PARANAGUÁ - Ocupantes de aviões que fazem a busca do padre Adelir De Carli, de 41 anos, desaparecido domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranaguá, impulsionado por balões de festa, viram hoje dois blocos de balões vagando pelo mar.

Agência Estado |

Um conjunto foi observado na região de Porto Belo, a cerca de 25 quilômetros do litoral, e outro aglomerado foi visto por volta do meio-dia a cerca de 50 quilômetros da Ilha de Florianópolis, uma distância aproximada de 150 quilômetros do local onde supostamente o padre caiu nas águas. Lanchas tentam chegar ao local do primeiro encontro.

Reprodução
Padre Aderli de Carli momentos antes de voar
De acordo com novas informações levantadas pelos que coordenam as buscas, o padre teria caído a cerca de 40 quilômetros da costa de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, e não 20 quilômetros, como se supunha inicialmente.

O padre pretendia bater o recorde de tempo de vôo com balões ficando 20 horas no ar. A intenção era se dirigir para o interior do Paraná, mas como o tempo estava chuvoso, provavelmente foi impulsionado pelo vento para o litoral.

Buscas

As buscas desta terça-feira já foram encerradas e serão retomadas na quarta (22) pela manhã. O trabalho de busca tem sido realizado com o auxílio de quatro embarcações da Marinha, além de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Polícia Militar.

De acordo com informações da Capitânia dos Portos de São Franscisco, por volta das 8h desta terça, as equipes localizaram possíveis vestígios de balões no mar, a 34 km de Porto Belo, em Santa Catarina.


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1° vôo

Em 13 de janeiro deste ano, Carli realizou um vôo com a ajuda de 500 balões cheios com gás hélio. Ele saiu de Ampére, no sudoeste paranaense, atingiu 5.337 metros e desceu quatro horas e 15 minutos depois, a 110 quilômetros dali, em San Antonio, na Argentina.

Segundo ele, o recorde de altitude anterior era de 3,9 mil metros, de um norte-americano.

Trabalhos na paróquia

A paróquia São Cristovão foi fundada em 14 de fevereiro de 2004 e é formada por treze capelas. Além de missas no local, o padre realiza um trabalho de evangelização junto aos caminhoneiros.

Com a ajuda de um "caminhão-capela", a equipe também vai até postos de gasolina e conversa com os motoristas. "O padre trabalha muito, é muito atuante. Ele faz esportes radicais porque diz que não tem tempo para ficar na academia", afirma a amiga Denise.

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