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Equatoriano Rabia ganha Festival de Cinema Espanhol de Málaga

José Luis Picón. Málaga, 24 abr (EFE).- O longa-metragem Rabia (Raiva, em tradução livre), dirigido pelo equatoriano Sebastián Cordero, ganhou esta noite a Bisnaga de Ouro, o prêmio principal do XIII Festival de Cinema Espanhol de Málaga em uma cerimônia de encerramento em que as superstições e a má sorte foram as protagonistas.

EFE |

Sebastián Cordero agradeceu os produtores, entre eles Guillermo del Toro e Sergio Bizzio, que escreveu o livro que originou "Rabia", e dedicou o prêmio a sua família e a seu país, o Equador.

Tudo isso durante uma cerimônia realizada no Teatro Cervantes em que não faltaram erros de som, luz e vídeo, desmaios, brigas de socos entre os apresentadores - isso sim, por exigência do roteiro - e supostamente nada relacionado com que este que fora o Festival "12 mais um".

O primeiro a aparecer sobre o palco foi o ator Fernando Tejero.

Os encarregados de entregar os prêmios foram María Adánez, Neus Asensi, Manuela Velasco, Paula Echevarría, Olivia Molina, Jorge Roelas, Dafne Fernández, Toni Acosta, Mónica Cruz, Chus Gutiérrez, Miguel Ángel Muñoz, Verónica Echegui, Antonio de la Torre, Pilar Castro, Irene Visedo, Ernesto Alterio, Santiago Ramos, Elena Anaya e Quim Gutiérrez, entre outros.

Por sua vez, o prêmio de melhor diretor foi entregue pelo presidente da Academia do Cinema, Álex de la Iglesia, que qualificou o Málaga como "o melhor festival de cinema espanhol do país" e assegurou que "todos os anos cresce e é melhor". Já a Bisnaga de Ouro foi entregue pela presidente do júri do festival, a atriz Ángela Molina.

Outros vencedores do Festival foram "Bon appétit", com o prêmio especial do júri, o melhor roteiro e o melhor ator (Unax Ugalde), por isso que seu diretor, David Pinillos, expressou sua gratidão a todos os que "tiveram fé no projeto".

Unax Ugalde disse que "este ofício louco é um montão de departamentos defendendo o seu e, de repente, tudo conflui e é cinema".

O prêmio do público recaiu sobre "Héroes", de P. Freixas, que assegurou que lhe "encanta" este prêmio o faz ter "uma esperança louca", porque neste Festival de Málaga viveu "os três dias mais felizes" de sua vida profissional.

Freixas o dedicou a sua família, a sua companheira "e a um amigo de infância que já não está aqui e que é o verdadeiro protagonista do filme".

Por sua vez, Laura Mañá, prêmio da crítica com "La vida empieza hoy" (A Vida Começa Hoje, em tradução livre), expressou sua confiança em que, com seu filme, "público e crítica estejam de acordo", e que o caminho iniciado agora "continue quando estreiar" o longa-metragem.

A cerimônia terminou com a tradicional "foto de família" dos ganhadores e na sequência foi exibido "Habitación en Roma" (Quarto em Roma, na tradução livre), no que supôs a estreia mundial do novo filme de Julio Medem, protagonizado por Elena Anaya e Natasha Yarovenko. EFE jlp/pb

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