Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o período de 2010 a 2019 divulgado nesta terça-feira aponta para investimentos de quase 1 trilhão de reais no setor energético nacional, sendo 70,6 por cento desse total direcionado ao setor de petróleo e gás natural.

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o período de 2010 a 2019 divulgado nesta terça-feira aponta para investimentos de quase 1 trilhão de reais no setor energético nacional, sendo 70,6 por cento desse total direcionado ao setor de petróleo e gás natural.

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EPE prevê investimento de quase R$1 tri em energia

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o período de 2010 a 2019 divulgado nesta terça-feira aponta para investimentos de quase 1 trilhão de reais no setor energético nacional, sendo 70,6 por cento desse total direcionado ao setor de petróleo e gás natural.

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Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o período de 2010 a 2019 divulgado nesta terça-feira aponta para investimentos de quase 1 trilhão de reais no setor energético nacional, sendo 70,6 por cento desse total direcionado ao setor de petróleo e gás natural.

Os investimentos em petróleo e gás natural seriam de 672 bilhões de reais, enquanto os de energia elétrica somariam 214 bilhões de reais. Os biocombustíveis líquidos, como etanol e biodiesel, teriam 66 bilhões de reais no mesmo período.

De acordo com o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, se tudo acontecer como o esperado, não haverá leilões de usinas de energia térmica nos próximos 10 anos.

"Nós não estamos planejando mais térmicas além das que já foram contratadas. Mas isso não quer dizer que não poderão ser construídas se não conseguirmos licenças ambientais para as hidrelétricas", disse.

Na percepção de Tolmasquim, as licenças ambientais para usinas hidrelétricas serão mais fáceis daqui para a frente do que no passado, já que os estudos de viabilidade e os inventários que estão sendo preparados são mais completos que os anteriores.

"A ótica da área ambiental está mais pró-ativa, por isso estou otimista. Acho que o bom senso já está voltando e vamos conseguir as licenças (para hidrelétricas)", afirmou o executivo que, junto com o governo, enfrentou obstáculos até conseguir a licença da usina de Belo Monte, licitada em abril.

O total de projetos hidrelétricos a serem viabilizados entre 2014 e 2016 somam 11.418 megawatts, sendo que apenas a Usina Hidrelétrica de Tapajós responde por 6.133 MW desse volume. Entre 2017 e 2019, o governo poderá licitar 733 MW em projetos hidrelétricos, segundo o Plano Decenal.

Para este ano, Tolmasquim prevê dois leilões, sendo o primeiro até junho, com as hidrelétricas cujas licenças forem concedidas, e outro no final do ano com os projetos que não conseguiram licença para o primeiro leilão.

A maior parte das hidrelétricas que serão licitadas ficam na Amazônia, admitiu Tolmasquim, informando que 66 por cento das bacias que restam para serem exploradas no país estão localizadas naquela região.

Para atender a demanda do país, entre 2010 e 2019 terão de ser incorporados ao sistema elétrico 6.300 megawatts por ano, segundo o executivo.

MATRIZ LIMPA

Segundo Tolmasquim, o maior número de hidrelétricas vai garantir uma matriz energética limpa, mantendo pelo menos os atuais níveis. Com a entrada em produção do pré-sal com mais força a partir de 2017, existiria o risco de desequilíbrio.

"Se conseguir garantir os atuais 48 por cento já é muita coisa, já estamos em um nível muito elevado", afirmou Tolmasquim, informando que a média de energia renovável na matriz energética mundial é de 14 por cento.

Segundo os cálculos da EPE, a produção de petróleo no país atingirá 5,1 milhões de barris em 2019, contra os 2,2 milhões previstos para este ano, levando em conta a produção da Petrobras e de outras empresas que começam a produzir no Brasil.

O país se tornará autosuficiente em gás natural em 2019, segundo o Plano Decenal, com um excedente de 55 milhões de metros cúbicos diários. A demanda esperada para 2019 é de 112 milhões de metros cúbicos diários.

Tolmasquim ressaltou que o país também sairá da posição de importador de diesel para exportador a partir de 2014, com a entrada de mais refinarias, assim como também prevê que em 2019 o Brasil será exportador de 230 mil barris diários de derivados de petróleo.

De acordo com o Plano Decenal, o Brasil vai exportar 2,2 milhões de barris de petróleo por dia a partir de 2019 e, ao contrário do que quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não venderá apenas derivados.

"Com o pré-sal o Brasil terá excedente para exportar. Parte da exportação deverá ser de petróleo bruto, parte em derivados", informou Tolmasquim, lembrando que a capacidade das refinarias programadas até o momento soma 3.328 milhões de barris, contra os 5,1 milhões que deverão ser produzidos.

Ele afirmou ainda que a expansão da energia nuclear ainda não integra o Plano Decenal, que conta apenas com Angra 3. A partir de 2019, é possível que sejam incluídas no planejamento mais quatro usinas de 1.000 megawatts cada.

"Entre a tomada de decisão da construção da usina (nuclear) e a produção leva uns 10 anos. Estamos ainda na fase de procurar o local para instalação", disse.

Tolmasquim destacou ainda que o país vai economizar até 2019 o equivalente a uma usina de 5 mil megawatts com o ganho de eficiência energética, puxada principalmente pelos setores de transporte e industrial. Segundo ele, a economia será equivalente a 257.353 barris de petróleo por dia.

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