Enviado projeto que reajusta salário de professor em SP

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo encaminhou à Assembléia Legislativa o projeto de lei que define reajuste no salário-base dos professores, em greve desde o dia 16. O projeto, que tem caráter de urgência, deve ser votado em, no máximo, 45 dias.

Agência Estado |

O prazo, no entanto, não inclui os 30 dias de recesso, que deve começar na segunda-feira. Portanto, há risco de a votação ficar para agosto. Na sexta-feira, a categoria rejeitou proposta de 12,2% de reajuste.

O líder do PSDB na Assembléia, Samuel Moreira, promete acelerar o processo. "Vamos fazer não só o máximo, mas ir além do máximo para aprovar o projeto de lei antes do recesso. Se preciso, adiaremos o recesso", disse. Os professores em greve reivindicavam mudanças no decreto que limitou a transferência de colegas e aumento salarial.

Ontem, o governo de São Paulo fez mudanças no texto, manteve a obrigatoriedade de que as substituições durem, pelo menos, 200 dias, mas passou a permitir que profissionais que tiraram todo tipo de licença peçam transferências - o decreto autorizava apenas para gestantes - e aumentou em duas, para 12, o limite de faltas de um professor que queira mudar de escola. Na sexta-feira, os professores reúnem em assembléia para avaliar a continuidade do movimento.

Antes de entrar em recesso, a Assembléia Legislativa precisa votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mas isso, segundo Moreira, não deve atrapalhar a votação do reajuste salarial. De acordo com ele, há maneiras de acelerar um processo e elas serão usadas. "Esse projeto tem de ser aprovado e será aprovado."

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