Por Jill Serjeant LOS ANGELES (Reuters) - Paris Hilton virou símbolo da idéia da fama pela própria fama, mas, com negócios crescentes para administrar, centrados em sua vida de celebridade e herdeira rica, ela diz que sua vida é feita de trabalho sem parar -- mas também de diversão.

Com um novo documentário, 'Paris, Not France', sobre o negócio de ser Paris Hilton, o reality show 'Paris Hilton's My New BBF', em que ela parte numa busca irônica por uma nova melhor amiga, sua própria grife e um novo álbum a chegar às lojas em pouco tempo, Paris Hilton, de 27 anos, tem tudo para ser alvo de ainda mais atenções da mídia nos próximos meses.

A mulher que está entre as mais fotografadas do mundo falou com a Reuters sobre como vê seu futuro e sobre a divisão entre privacidade e lucrar com sua fama.

Pergunta: Qual é a idéia equivocada mais irritante que as pessoas têm a seu respeito?

Resposta: A de que 'ela não trabalha'. Eu comando uma corporação enorme, literalmente. Tenho minha grife de roupas, meu champanhe, meus relógios, meus sapatos, minhas bolsas, minha linha de roupa de cachorro -- todo o tipo de produto que se pode imaginar. Faço cinema. Neste momento estou fazendo meu disco, estou produzindo, sou a estrela de um programa de TV. É um trabalho de 24 horas, sete dias por semana. Trabalho o tempo todo. Então, quando ouço alguém dizer isso, dou risada.

P: Que limites você traça entre sua privacidade, deixar o público ver quem você é, e a necessidade de se promover?

R: Basicamente, vivo diante das câmeras o tempo todo. Desde o momento em que saio de casa pela manhã, há paparazzi esperando, até a hora em que me deito. Então fazer este programa de TV é uma coisa natural para mim. Nem me lembro mais que há câmeras presentes. Mas ainda tenho minha vida particular. Quando volto para casa, tenho meus bichos e meu namorado.'

P: As autoridades de Los Angeles andam discutindo propostas para limitar a ação dos paparazzi e criar uma 'zona de segurança pessoal' entre celebridades e fotógrafos. Você é a favor da proposta?

R: Sim. Tudo bem os paparazzi irem a um evento para a imprensa ou a um tapete vermelho, mas quando é todo santo dia, quer você esteja indo ao supermercado, a uma sessão de bronzeamento ou almoçar com sua família, é pressão demais ter que estar 'no ar' o tempo inteiro. Às vezes há 50 ou 100 deles.

Eles são como ratos. Todos os meus carros estão totalmente riscados por suas câmeras e suas baterias. Eles pulam em cima do carro da gente, arranham as janelas.

P: Você curte ser tão famosa assim?

R: Não penso muito sobre isso. Sempre foi assim, desde que nasci. Às vezes quando vou para um lugar qualquer, posso estar usando óculos de sol e boné de beisebol, mas ainda sou reconhecida. Mas procuro fazer coisas normais. Gosto de fazer as coisas eu mesma, tipo ir ao supermercado, fazer compras.

Algumas celebridades, quando ficam famosas, esquecem quem são ou de onde vieram, ou então acabam se escondendo, virando reclusas. Eu não vou fazer isso.

P: Onde você se vê dentro de 20 anos?

R: Acho que vou ser uma mãe com dois filhos. Eu adoraria ter uma família grande. Acho que vou estar administrando meus negócios e não vou viajar tanto. Vou ter negócios imobiliários e com hotéis. Vou administrar meus negócios desde minha casa.

P: Qual é a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando você acorda pela manha?

R: Sempre penso naquilo com que sonhei. Eu anoto meus sonhos. Acho que é nosso subconsciente falando com a gente.

Depois penso na minha programação do dia, que vai ser agitada.

E me sinto feliz, sortuda e abençoada por ter esta vida. Penso no que posso fazer para me tornar uma pessoa melhor a cada dia.

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