Entre latinos, Brasil tem um dos menores gastos da renda com saúde

O estudo que será divulgado hoje na capital paulista sobre o comprometimento da renda dos brasileiros com saúde faz parte do projeto Financiamento em Saúde e Proteção Social na América Latina, iniciativa da Fundação Mexicana para a Saúde patrocinada pela organização canadense Centro Internacional de Investigações para o Desenvolvimento. O trabalho, realizado simultaneamente em sete países (México, Peru, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Costa Rica), pretende principalmente quantificar o risco de empobrecimento causado pelos gastos em saúde e o impacto das despesas sobre a pobreza e a equidade.

Agência Estado |

Em uma das comparações já disponíveis, o Brasil foi um dos que teve os menores porcentuais de domicílios com 30% ou mais da capacidade de pagamento comprometida com saúde, com 2,2%. Somente a Costa Rica ficou em situação melhor, com 0,43% das famílias com esse grau de engessamento da renda. Ainda de acordo com a comparação, o Chile tem a situação mais grave, com 15,4% dos domicílios com 30% ou mais do poder de compra destinado à saúde.

O consultor Gilson Carvalho destaca, porém, que é preciso considerar que as famílias têm no Brasil direito a isenções fiscais decorrentes de gastos próprios em saúde, o que acaba por onerar mais o Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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