Por Jill Serjeant LOS ANGELES (Reuters) - Os planos para o sepultamento do corpo de Michael Jackson continuaram a ser um mistério na quarta-feira, enquanto as atenções se voltavam a médicos que podem ter receitado medicamentos fortes para o cantor.

As vendas de álbuns de Jackson subiram pela segunda semana, disse a Nielsen SoundScan, com seus álbuns solo tendo nova alta de 90 por cento, chegando a 800 mil exemplares vendidos nos Estados Unidos.

Um dia depois de o caixão de Jackson ter sido levado a um estádio de Los Angeles para uma cerimônia de despedida do cantor de "Thriller", o paradeiro do corpo é desconhecido, e não há informações sobre onde ou quando ele pode ser sepultado.

O porta-voz da família Jackson não retornou telefonemas pedindo declarações.

O instituto médico legal de Los Angeles divulgou uma certidão de óbito em que a causa da parada cardíaca que Jackson sofreu em 25 de junho é citada como "adiada".

De acordo com relatos da mídia, o instituto médico legal estaria fazendo exames neuropatológicos em partes do cérebro de Michael Jackson, e é possível que seja essa a causa da demora em sepultar o corpo.

A polícia e o instituto de medicina legal já tiraram sacos de medicamentos e provas médicas da mansão alugada que Jackson ocupava, e os resultados dos exames toxicológicos são esperados para dentro de mais ou menos quatro semanas.

DERMATOLOGISTA

Um dos médicos de Jackson, o dermatologista de Beverly Hills Arnold Klein, negou na quarta-feira ser alvo de investigação pela polícia e disse que nunca receitou medicamentos perigosos ao cantor.

"Não fui um dos médicos que participou em lhe dar overdoses de drogas ou demais de qualquer coisa", disse Klein em entrevista ao programa "Good Morning America", da ABC.

"Na verdade, eu fui aquele que restringia tudo, que suspendia tudo... Eu vivia preocupado com ele. Não importava o que ele quisesse, alguém lhe dava."

Klein também negou relatos publicados na mídia na semana passada segundo os quais ele teria sido o doador de esperma para os dois filhos de Jackson com a ex-mulher do cantor Debbie Rowe. "Pelo que sei, não sou pai dessas crianças", disse ele.

A música de Jackson continuou a desfrutar o sucesso comercial que o próprio rei do pop não teve nos últimos anos.

A compilação "Number Ones" do cantor foi o álbum mais vendido nos EUA segundo as paradas da Billboard e SoundScan divulgadas na quarta-feira, sendo o segundo colocado seu álbum "Thriller", de 1982.

A cerimônia pública de despedida de Jackson, na terça-feira, transmitida ao vivo pela televisão e a Internet em todo o mundo, foi considerada "o funeral mais visto" na mídia impressa e eletrônica global nos últimos 12 anos.

O Monitor Global de Linguagem, que rastreia a cobertura de mídia através de um algoritmo, disse que Jackson foi tema de 18 por cento mais matérias que a morte do papa João Paulo 2o, em 2005.

Sua cerimônia de despedida também ganhou mais atenção que as mortes do ex-presidente Ronald Reagan, em 2004, e de Madre Teresa e da princesa Diana em 1997, refletindo a explosão de notícias e comentários divulgados na Internet.

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