Durante toda a madrugada deste sábado a imprensa não teve acesso ao interior da casa onde foi velado o corpo do cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e de filho Raoni, de 25, assassinados na madrugada de ontem no Jardim Santa Fé, extremo norte de Osasco, no limite com Barueri, na Grande São Paulo. Muitas pessoas compareceram ao velório.

O enterro dos dois ocorre às 9 horas deste sábado no Cemitério Parque Gethsemani Anhanguera, localizado na altura do quilômetro 23,4 da Rodovia Anhanguera, na Vila Sulina, zona norte da capital paulista.

O principal suspeito do duplo homicídio , o estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, continuava foragido até o início da manhã deste sábado.

O rapaz, segundo as testemunhas e a polícia, teria invadido a chácara da vítima com pistola em punho. Segundo as investigações, ele queria sequestrar o cartunista e a família e levá-los a sua casa. Acabou disparando dez vezes, acertando quatro tiros em cada vítima.

Carreira

AE
Glauco em foto de 1986
Nascido em 1957, em Jandaia do Sul, no Paraná, Glauco Villas-Boas publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. A carreira decolou após ser premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, também em 1976, e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.

Glauco começou a publicar suas tiras no jornal "Folha de S.Paulo" de maneira esporádica em 1977 e, em 1984, os desenhos passaram a ser regulares. Ele desenvolveu os personagens Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Como redator, fez parte do elenco de redatores da TV Pirata, da Rede Globo. Músico, também tocava em bandas de rock.

Em parceria com os cartunistas Angeli e Laerte, lançou os "Los Três Amigos", tira com histórias sarcásticas que também eram publicadas pela Folha. Em 2006, publicou o livro "Política Zero", com 60 charges sobre a crise no governo Lula.

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