Entenda a eleição para Câmara e Senado

A disputa pela presidência da Câmara e do Senado é, antes de tudo, uma luta por poder. Além de comandar um orçamento de R$ 6,2 bilhões e uma estrutura administrativa com cerca de 20 mil funcionários, os presidentes das Casas são os responsáveis pela pauta do Legislativo, têm influência direta na agenda nacional do País e podem auxiliar ou impedir a implementação de grande parte das políticas do Executivo.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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José Sarney, candidato à presidência do Senado

Sarney, candidato à presidência do Senado

Além disso, os presidentes da Câmara e do Senado ganham imensa projeção na mídia nacional, sendo entrevistados e publicados quase que diariamente. Isso possibilita a massificação do nome junto ao eleitorado, o que é benéfico para disputas eleitorais vindouras.

Por ter o comando da agenda de votações, o presidente é interlocutor privilegiado com o Executivo e com os grupos ¿ políticos ou não ¿ que possuem interesse na formulação, criação ou supressão de Leis.

Gerenciar esses interesses permite que o presidente se fortaleça dentro de seu partido ¿ negociando cargos, benefícios, nomeando parlamentares para a presidência de importantes comissões e auxiliando, ou impedindo, a aprovação de projetos de políticos com mandato no parlamento.

Esse poder, se bem utilizado, permite que o presidente se cacife, além de dentro do seu próprio partido, no cenário político nacional. Assim, presidentes com pretensões eleitorais em seus Estados, que buscam, por exemplo, a vaga de governador, ficam com mais poder de fogo para brigar pela indicação partidária.

Por outro lado, a gerência de interesses dos grupos econômicos permite que o presidente tenha aliados importantes para eleições futuras, principalmente na hora de captar recursos para o pleito.

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Michel Termer, candidato à presidência da Câmara

Termer, candidato à presidência da Câmara

Ainda no campo parlamentar, o presidente da Câmara e do Senado é quem instala engaveta os pedidos de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), campo preferencial para as disputas políticas entre governo e oposição.

Na Câmara, outra importante função do presidente é substituir o presidente da República no caso de ausência do mesmo e do vice-presidente, o que o torna o segundo na linha sucessória. Depois dele é o presidente do Senado que assume o cargo.

Este ano quatro deputados disputam a presidência da Câmara. Michel Temer (PMDB-SP), que é o favorito e conta com o apoio oficial de 14 partidos, Aldo Rebelo (PC do B-SP), Ciro Nogueira (PP-PI) e Osmar Serraglio (PMDB-PR). No Senado o peemedebista José Sarney (AP) é o favorito e concorre com o senador Tião Viana (PT-AC).

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