Engenheiros pedem programa de prevenção em encostas

O Clube de Engenharia pediu ao Governo Federal a criação de um Programa Nacional de Segurança nas Encostas para impedir a ocupação inadequada e evitar novas tragédias, como os deslizamentos ocorridos na madrugada do dia 1º, em Angra dos Reis e na Ilha Grande, no Sul Fluminense, que deixaram 53 mortos. O documento entregue ao Ministério das Cidades foi redigido em conjunto com a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica após o 2º Seminário sobre Prevenção de Acidentes em Encostas.

Agência Estado |

"Os tratamentos preventivos das encostas e do solo são mais barato e custam 10% do valor das obras de reparos após os deslizamentos. Há cinco anos, nós pedimos ao Governo Federal a criação de uma instituição geotécnica dentro do Ministério das Cidades para tratar da questão das encostas em todo o país, junto aos estados e municípios, mas nunca obtivemos resposta", disse o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian.

O documento do Clube de Engenharia também recomenda que os órgãos oficiais responsáveis pela autorização, concessão e fiscalização de obras incluam nos procedimentos a obrigatoriedade da confecção de mapas geotécnicos e do zoneamento de risco para evitar que ocupação irregular do solo provoque deslizamentos. No caso do deslizamento na Enseada do Bananal, em Ilha Grande, a Pousada Sankay não possuía licença ambiental.

O Superintendente do Instituto do Meio Ambiente em Angra dos Reis, Julio Avelar, revelou que a Secretaria de Meio Ambiente do Estado fechou convênio com os departamentos de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro e PUC-Rio para realizar um mapeamento geotécnico completo em Angra dos Reis, Ilha Grande e em todas as ilhas da baía. "O levantamento deve ficar pronto em seis meses e deverá trazer uma análise técnica mais detalhada", afirmou Avelar.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG