O ex-técnico de enfermagem Abraão José Bueno, de 30 anos, foi condenado hoje a 110 anos de prisão pelo assassinato de quatro crianças e pela tentativa de assassinato de outras quatro, quando elas estavam internadas no Instituto de Puericultura Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2005. Bueno injetava remédios nos pacientes para provocar paradas respiratórias e ele mesmo socorrê-las, demonstrando maior capacidade profissional.

Depois de condenado no Tribunal do Júri, a juíza da 8ª Vara Federal Criminal, Valéria Caldi, determinou a pena. O julgamento durou 35 horas. O procurador da República Jaime Mitropoulos, autor da denúncia, acusou-o de homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificados pelo fato de os pacientes assassinados serem menores sem capacidade de defesa, pelo motivo ter sido torpe (ele buscava prestígio profissional) e pela forma ter sido insidiosa (uma vez que Bueno tirou proveito da condição de técnico de enfermagem para o crime).

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