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Endometriose: mal dos tempos modernos

Endometriose: mal dos tempos modernos Por Adriana Bifulco São Paulo, 19 (AE) - Cólicas menstruais cada vez mais intensas, dores abdominais fora do ciclo menstrual e durante as relações sexuais, além de infertilidade. Estes são os sintomas típicos da endometriose, doença caracterizada pela presença de endométrio (tecido que descama durante a menstruação) fora da cavidade uterina em órgãos como trompas, ovários, intestino, aparelho urinário e em casos mais raros, até no pulmão.

Agência Estado |

"A doença acomete mulheres em fase reprodutiva. É o estrogênio que provoca o aumento dos focos", explica Silvana Chedid, especialista em reprodução humana, diretora da Clínica de Medicina Reprodutiva Chedid Grieco, na capital paulista, e diretora do setor de reprodução humana do Hospital Beneficência Portuguesa, também em São Paulo.

"Quando a paciente apresenta os sintomas característicos, o médico pode fazer o diagnóstico não apenas durante o exame clínico quando, em alguns casos, pode visualizar os focos, como também através de ultra-som, ressonância magnética, exame de sangue (CA 125) e histerosalpingografia (exame radiológico que mostra a cavidade uterina e as trompas)", afirma Silvana.

Já Marcos Eiji Shiroma, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz Anália Franco, avisa que, em alguns casos, só com a realização de uma cirurgia e biópsia é possível identificar a endometriose. "Mas nem toda paciente precisa ser operada", enfatiza.

Para tratar esse mal, os especialistas lançam mão de vários recursos. E para as pacientes que não têm problemas de infertilidade pode ser recomendada uma gravidez. "Durante a gestação e amamentação os focos regridem. Acaba sendo um tratamento natural", alerta Shiroma. Já nos casos de infertilidade, é aconselhada a reprodução assistida.

Mas se um bebê não faz parte dos planos da paciente, também há a possibilidade da realização de uma cirurgia, através de laparoscopia, durante a qual se faz a cauterização dos focos de endometriose. O uso contínuo de pílulas anticoncepcionais e o tratamento com análogo GNRH (substância hormonal que bloqueia a menstruação) também são usados. "No entanto, esse medicamento não pode ser administrado durante muito tempo, pois a paciente pode começar a ter sintomas típicos da menopausa, como calores e vagina muito seca", diz Silvana. "Ele só é recomendado por um período após a cirurgia", complementa Shiroma.

Causas - Ainda não foi descoberto o que provoca a endometriose. "Sabemos que é um mal da vida moderna. Hoje as mulheres demoram mais para ter filhos e, quando os têm, são em número menor. Assim, é maior o número de ciclos menstruais e alterações hormonais que elas enfrentam", diz Shiroma.

De acordo com o ginecologista e obstetra, existem várias teorias para justiçar o aparecimento da endometriose. "Uma delas é um refluxo do sangue menstrual para a cavidade uterina", declara Shiroma. "Outras teorias sugerem que alterações imunológicas favoreçam o surgimento desse problema, assim como a inalação da dioxina, substância resultante da combustão da borracha, provoque esse mal", afirma Silvana.

Independente de qualquer estudo ou pesquisa que esteja em andamento, o ideal é ir ao médico tão logo comecem os sintomas. "As pacientes demoram para procurar atendimento. Assim, a chance de obter sucesso no tratamento acaba sendo limitada", alerta Shiroma.

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