Decisão foi tomada em reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional nesta sexta-feira

O chamado encontro das águas, fenômeno natural na confluência entre os rios Negro e Solimões para formar o Amazonas, foi declarado patrimônio cultural brasileiro. O rio Negro, de águas escuras e transparentes, se junta ao Solimões, de águas turvas, um espetáculo que atrai anualmente milhares de turistas para Manaus.

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões
AE/ARQUIVO
Encontro das águas dos rios Negro e Solimões
A inclusão do encontro das águas como patrimônio cultural brasileiro foi decidida em reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que terminou nesta sexta-feira. O Iphan declarou o encontro dos dois rios como patrimônio cultural pelo "caráter excepcional do fenômeno e seu alto valor como paisagem".

Como patrimônio cultural, o encontro das águas poderá ser favorecido com projetos governamentais para garantir sua preservação e promover seu desenvolvimento como atração turística. Segundo o Iphan, a intenção é poder captar recursos e financiar projetos que garantam as margens e a paisagem ao longo dos 10 quilômetros em que as águas escuras correm paralelas às turvas antes de se fundirem em um único rio.

O fenômeno, uma das principais atrações de Manaus, se deve à diferença na densidade, na temperatura e na velocidade das águas dos dois rios. Enquanto as águas do Rio Negro correm a 2 km/h e têm uma temperatura de 22 graus, as do Solimões alcançam até 6 km/h e têm uma temperatura de 28 graus.

Além do encontro das águas, os 22 conselheiros do Iphan declararam como patrimônios culturais do país o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, e o Centro Histórico de São Félix, cidade na Bahia. 

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