Encontrada falsa receita de medicamento para emagrecer

Com apenas seis meses de vigência, a receita que torna mais rígido o controle de medicamentos para emagrecer já se tornou alvo de falsificação no município de São Paulo. Uma via simulando o timbre da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foi usada para tentar comprar anfepramona.

Agência Estado |

A substância, um anorexígeno que é a base de remédios como o Hipofagin, pode causar surtos psicóticos e hipertensão, se não utilizada adequadamente. As farmácias paulistanas foram avisadas pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa) sobre a possibilidade de existirem até 4.999 pedidos falsos feitos com o nome do hospital.

É a primeira fraude identificada na capital desde que a receita começou a valer, em janeiro. O novo modelo foi adotado justamente para conter o uso indiscriminado de anorexígenos - o País é um dos maiores consumidores desses produtos.

Em São Paulo, eles são o principal motivo de falsificações descobertas pela Covisa, segundo Ricardo Antônio Lobo, gerente de Produtos e Serviços do órgão. A Secretaria Municipal de Saúde não informou o número de fraudes com o modelo antigo, que também servia para outros medicamentos.

O objetivo do fraudador era conseguir 60 cápsulas de 60 mg de anfepramona - quantidade adequada para os casos de tratamento de obesidade - em uma farmácia de manipulação no centro da cidade. O produto, de tarja preta, pode custar cerca de R$ 20 para quem tem a receita. Na internet, há anúncios de venda sem receita a R$ 80 por 60 cápsulas de 75 mg.

Numeração

A Covisa levantou a hipótese de que o documento tenha sido forjado a partir de uma receita da categoria B, que era a utilizada até o ano passado para prescrever os anorexígenos e hoje serve apenas para outros medicamentos controlados. As notificações B2 são administradas pela Covisa, que emite uma determinada numeração específica para um médico ou um estabelecimento de saúde que a solicita.

A receita usada, 01.300.430, não foi destinada à Santa Casa. O hospital, entretanto, tinha autorização para usar uma receita com o mesmo número da categoria B, e não B2. O fraudador teria tentado incluir o algarismo 2 para comprar, com o documento antigo, anfepramona. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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