Enchente impede chegada de ajuda a desabrigados no Piauí

PIAUÍ - O volume excessivo de água nos rios do Piauí está impedindo a chegada de mantimentos, como comida e remédio, e de materiais, como colchão e roupa, aos desabrigados que já somam 50 mil no Estado.

Redação com Agência Estado |

Os principais afetados por uma das maiores enchentes da história estão no interior. Subiu para 25 os municípios em estado de calamidade.

AE
Trecho alagado da estrada PI-113, no município de Batalha

Em Esperantina, cidade com o maior número de desabrigados, a 200 quilômetros de Teresina, o quadro é desesperador. Nesta quarta-feira, a rodovia que leva ao município foi encoberta pelas águas da chuva que fizeram o volume do Rio Longa subir mais de 9 metros.

A chuva que havia dado trégua desde segunda-feira, voltou a cair no interior. A preocupação agora é com as cidades pequenas, uma vez que na capital os trabalhos têm sido intensivos e o volume dos rios baixaram.

Segundo a Defesa Civil, das 9.949 famílias que tiveram de deixar suas casas, 2.505 são da capital. O restante está no interior, onde o acesso está prejudicado por causa das condições ruins de rodovias estaduais, com buracos e pontos intrafegáveis. Subiram para três as cidades ilhadas.

Esperantina, com 35 mil habitantes, é o pior retrato da tragédia. A reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" foi até o local nesta quarta e constatou que metade da cidade está submersa. São quase 2 mil pessoas que tiveram de deixar suas casas e estão amontoadas em 50 abrigos, onde falta de tudo. Ao todo 46 famílias tiveram casas arrastadas pelas águas e 92 estão ilhadas na zona rural, sem água potável.

Ao contrário das cidades do interior, em Teresina as águas do Rio Poti chegaram a baixar 1,2 metro nesta quarta e algumas vias começaram a ser reabertas. O governador Wellington Dias (PT) determinou que as aulas nas escolas estaduais fossem retomadas no Estado. Boa parte delas, porém, está ou alagada ou servindo de abrigo. Em Esperantina, por exemplo, as aulas devem continuar suspensas.

Maranhão

A Secretaria de Estado Saúde (SES) do Maranhão, em São Luís, já recebeu os medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde para atender às mais de 140 mil vítimas das enchentes no Estado.

Segundo o governo estadual, os medicamentos devem ser encaminhados aos municípios afetados a partir desta quinta. São 265 mil unidades de 15 tipos diferentes de medicamentos e insumos.

Fazem parte da lista de doação bactericidas, anti-inflamatórios, gaze, seringas descartáveis, esparadrapos, entre outros. A Secretaria de Saúde também recebeu esta semana doação da empresa Alumar com mais de 40 tipos de medicamentos e insumos. Na relação estão antifúngicos, antibióticos e antiparasitários.

(Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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