Empresas de shoppings buscam se capitalizar

O mercado de shopping centers atravessou a crise do primeiro semestre praticamente sem arranhões, e agora as incorporadoras e administradoras estão se capitalizando para investir em expansões, aquisições e novos empreendimentos. De julho para cá, as empresas levantaram ou anunciaram a intenção de captar mais de R$ 2,5 bilhões.

Agência Estado |

“A crise testou os fundamentos do setor”, afirma o analista de shoppings da Fator Corretora, Sami Karlik. “A taxa de vacância (das lojas) se manteve praticamente inalterada e os shoppings conseguiram manter suas margens.”

Diante dessa resiliência do setor à crise e de um cenário de tendência de quedas de juros, os shoppings centers - principalmente os chamados multiuso, que contam com torres comerciais e residenciais em seu entorno - entraram na mira de incorporadoras como Cyrela Commercial Properties (CCP) e JHSF, mais conhecidas por empreendimentos corporativos de luxo.

No início de agosto, a CCP levantou US$ 300 milhões em uma parceria com o braço de investimentos do fundo de pensão canadense Canadian Pension Plan e com o GIC Real Estate, braço de investimento imobiliário do governo de Cingapura. “Nós entramos com mais US$ 100 milhões e devemos levantar duas vezes o investimento na joint venture com bancos. É uma alavancagem conservadora e que nos dará um fôlego de R$ 1,6 bilhão para investir”, afirma o presidente da CCP, Bruno Laskowsky.

A CCP vai continuar atuando nos segmentos corporativo e de galpões industriais, mas os shoppings foram eleitos como prioridade. “É uma mudança de curso estratégica”, afirma Laskowsky. “Shopping tem muita previsibilidade e trabalha com contratos defendidos da inflação.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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