Empresário se nega a falar sobre caso Detran-RS na PF

Após fazer ameaças sobre supostos envolvidos da fraude do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no governo Yeda Crusius (PSDB), o empresário Lair Ferst, homem de frente da vitoriosa campanha tucana ao governo do Rio Grande do Sul em 2006, optou por permanecer em silencio hoje durante interrogatório à Polícia Federal. Nada a declarar, não há nenhum fato novo, disse ao chegar e ao sair do prédio da superintendência regional da PF, em Porto Alegre, sustentando ter ficado calado diante dos policiais por estratégia de defesa.

Agência Estado |

Ferst é um dos 40 réus do processo aberto pela Justiça depois do inquérito que mostrou um esquema de superfaturamento de serviços prestados à autarquia gaúcha e distribuição de lucros ilegais entre os envolvidos. Segundo a PF, a fraude desviou R$ 44 milhões do Detran. O superintendente da Polícia Federal no RS, delegado Ildo Gasparetto, confirmou que Ferst não prestou qualquer informação nova durante os 80 minutos que permaneceu no prédio. "Desde o início tínhamos falado que (as declarações à imprensa) poderiam ser um blefe, mas era nosso dever chamá-lo para que ele tivesse a oportunidade de dizer se tinha novas provas ou nomes a colocar na Operação Rodin (que investigou o caso)", ressaltou. "Agora está claro que ele perdeu a credibilidade".

O delegado admite que o empresário pode ter usado as entrevistas para mandar algum recado velado a alguém ou tumultuar o processo. Por isso, a Polícia Federal e o Ministério Público vão investigar se há alguma irregularidade, como constrangimento a testemunhas, que justifiquem um pedido de prisão preventiva de Ferst à Justiça. Gasparetto reconhece, no entanto, que não existem provas em relação a isso. "Nesse momento não há essa possibilidade (de prisão preventiva)", admitiu o delegado.

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