Empresário pode pegar até 13 anos de prisão por crime ambiental e trabalho escravo

BRASÍLIA - O empresário Antônio Belém de Oliveira, 55 anos, pode ser condenado a até 13 anos de prisão, além de multa, pelos crimes de desmatamento ilegal, exploração de trabalho escravo e violação das leis trabalhistas. Ele foi preso no início da noite de terça-feira por agentes da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Roraima, em sua fazenda no município de Amajari, próximo ao Rio Acari, no norte do estado, na fronteira com a Venezuela.

Agência Brasil |

Segundo o superintendente da Polícia Federal em Roraima, José Maria Fonseca, equipes da PF já vinham monitorando a área e na terça-feira, ao sobrevoar a região, confirmaram a prática de desmatamento ilegal. Em terra, os agentes também encontraram trabalhadores em condição análoga à escravidão, entre eles, um adolescente de 15 anos.

Eles manuseavam motosserras sem ter treinamento específico e armazenavam alimentos sem nenhuma condição de higiene e conservação, descreveu. Ao todo, formam libertados sete trabalhadores. Outros fugiram para dentro da mata com a chegada da polícia.

Fonseca informou à Agência Brasil que o empresário já havia sido autuado, em março, por danos ao meio ambiente. Na ocasião, segundo o superintendente, Antônio Belém de Oliveira foi multado em R$ 1 milhão. Mesmo após a multa, ele continuou desmatando e, o que é mais grave, utilizando trabalho escravo, ressaltou Fonseca.

A Polícia Federal está à procura do gerente da fazenda de Oliveira, que fugiu no momento em que os agentes realizaram a ação.

O superintendente da PF afirmou que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e Preservação do Patrimônio Histórico continuará a fiscalização para identificar eventuais crimes contra a natureza na região.

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