Empresário é preso acusado de extorquir políticos na Bahia

Segundo a polícia, dono dos sites Pura Política e Pura Notícia cobrava para não publicar supostas denúncias contra as vítima

AE |

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O empresário João Andrade Neto, diretor-geral dos sites Pura Política e Pura Notícia, foi preso nesta quarta-feira em Salvador, acusado de comandar um esquema de extorsão contra empresários e políticos baianos. De acordo com o secretário de Segurança Pública (SSP), César Nunes, Andrade Neto cobrava para não publicar, nas páginas eletrônicas, supostas denúncias contra as vítimas. 

Segundo a SSP, o empresário foi preso depois de dois meses de investigações, iniciadas após denúncias feitas por três vítimas - dois empresários e um advogado. Após indicação da polícia, um dos empresários, da área de educação, fingiu aceitar a extorsão - Andrade Neto teria cobrado R$ 30 mil, em seis parcelas, para não publicar uma reportagem contra ele. 

A entrega do primeiro pagamento de R$ 5 mil, com notas previamente identificadas pela polícia, foi feita em uma sala do Aeroporto Internacional de Salvador e gravada em vídeo. Horas depois, já na sede da empresa de Andrade Neto, parte das notas foi encontrada com ele. 

O empresário foi detido em flagrante e a polícia apreendeu computadores e documentos das empresas. Segundo a SSP, ao longo das investigações - que envolveram gravações telefônicas e de mensagens de texto entre celulares - foram identificados outros cinco empresários e políticos que teriam sido vítimas de extorsão. 

Andrade Neto continua detido na sede do Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil (COE), onde cumpre prisão temporária de cinco dias. Ele nega as acusações e, segundo familiares, está tranquilo e sendo bem tratado pelos policiais. Os funcionários dos sites negam ter conhecimento das práticas e as páginas eletrônicas continuam no ar. Para a SSP, porém, Andrade Neto não só é culpado, como é um "testa-de-ferro" no esquema de extorsão. "As investigações seguem para identificar quem está por trás das ações dele", diz a delegada responsável pelas investigações, Gabriela Macedo.

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