Empresa garante que não houve sobrepreço em obra de refinaria

O consultor da empresa de engenharia Pini Serviços de Engenharia, Luiz Raymundo Freire de Carvalho, garantiu que não houve sobrepreço na obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. ¿A nossa análise garante que não houve sobrepreço na contratação [na obra de terraplanagem]¿, afirmou Carvalho no depoimento que presta na CPI da Petrobras, no Senado, nesta terça-feira.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

No entanto, ele afirmou que a avaliação deles não pode indicar se houve ou não superfaturamento. Não poderia porque foi feita uma estimativa de preços na origem, destacou Mário Sérgio Pini, o responsável técnico da análise. Ele ainda levantou que eles receberam as mesmas informações do projeto básico e se as obras continuarem como estão não haverá superfaturamento. O projeto é o básico e não o executivo, como é de se supor que não deverá ocorrer superfaturamento, prevê.

Carvalho explicou que a empresa optou por adotar a análise da obra como um todo, por meio da metodologia da modelação, que segundo ele, inclui todos os itens que o serviço está disposto a encontrar, como: a verificação de horas extras, jornada de trabalho dos empregados na obra, o prazo de execução, chuvas, volume de solo, exigências de contrato, coleta de esgoto, entre outros.

Mais cedo, o diretor de Relações Institucionais de empresa de engenharia Pini Serviços de Engenharia, Mário Sérgio Pini, apontou que o fato da empresa ser referencia no País, com 61 anos de história, a fez ser escolhia pela Petrobras para fazer este estudo. Fomos convidados a participar de um estudo pela Petrobras para fazer uma estimativa de preço de mercado, da origem e depois para as obras de terraplenagem da refinaria, justificou Mário Sérgio Pini, o responsável técnico da análise.

Em sua exposição, Mário Sérgio citou que a Pini tem como clientes os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, bancos e empresas de construção; e também atua na divulgação de informação por meio de publicações e promoção de eventos e cursos na área de engenharia.

O estudo da Pini foi entregue à Petrobras no dia 30 de junho, com o custo de R$ 161 mil para a estatal. Pini não é suporte para quem quer que seja para afirmar sobre superfaturamento, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Dias pediu à mesa diretora da CPI da Petrobras que um perito fosse chamado para esclarecer as dúvidas sobre questão sobre superfaturamento, já que a empresa não teve esta finalidade.

O senador evitou desqualificar a Pini Engenharia, mas reforçou que, para ele, a empresa acaba favorecendo o cliente que a contratou. O senador  citou como exemplo o fato da companhia ter participado do caso do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, onde ocorreu um superfaturamento de R$ 170 milhões. Na ocasião, a avaliação da empresa também não apontou irregularidades.

A divergência entre os métodos empregados pela Pini e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) está na questão do TCU avaliar a obra com um todo, enquanto a companhia contratada analisou especificamente as obras de terraplenagem.

A próxima reunião da CPI da Petrobras está marcada para o dia 22 de setembro, às 14h, onde serão ouvidos funcionários da estatal sobre a questão dos patrocínios e publicidade da empresa. 


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