Por Eduardo Simões SÃO PAULO (Reuters) - Os recentes acordos entre Brasil e França na área militar devem gerar dezenas de milhões de dólares em investimentos na indústria aeronáutica do Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira o presidente de uma das companhias envolvidas nos recentes acordos entre os dois países na área de defesa.

"Nosso objetivo é transformar o Rio de Janeiro em um pólo de excelência em turbinas aeronáuticas", disse a jornalistas o presidente da Turbomeca do Brasil, François Haas. Com faturamento anual de 200 milhões de reais no país, a companhia, controlada pelo francês Grupo Safran, tem uma unidade de reparos e manutenção de turbinas em Xerém, no Rio de Janeiro.

"Eu não tenho números, mas tenho certeza que, com todos esses programas, podemos multiplicar (o faturamento da Turbomeca no Brasil) por 10, pelo menos", disse.

Com investimento de 10 milhões de dólares e geração de 50 novos postos de trabalho, a unidade deve ser ampliada para, a partir do ano que vem, passar a montar as turbinas dos helicópteros EC 725, fabricados pela Helibrás, controlada pela francesa Eurocopter, que serão adquiridos pelas Forças Armadas do Brasil.

O anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo mandatário francês, Nicolas Sarkozy, na segunda-feira de que serão iniciadas negociações para que a Força Aérea Brasileira adquira 36 caças franceses Rafale também pode gerar investimentos por parte da Turbomeca, segundo o executivo.

Haas disse ainda que o Brasil é o quarto mercado mais importante para o Grupo Safran no mundo e, por conta dos acordos franco-brasileiros na seara militar, o Brasil pode ultrapassar a Inglaterra e passar a ser o terceiro mais importante para o grupo francês no mundo.

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