Empresa de informática Sangari nega pagamento a Arruda

O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa afirmou, em depoimento prestado no dia 2 de dezembro, ao Ministério Público Federal, que o governador José Roberto Arruda recebeu cerca de R$ 3 milhões do setor de informática. Barbosa contou que a única exceção na prestação de contas do retorno financeiro foi um contrato emergencial com a empresa Sangari, celebrado sem licitação, com a Secretaria de Educação no valor aproximado de R$ 300 milhões. Procurada pelo iG, a empresa Sangari repudiou as acusações.

iG Brasília |

No depoimento obtido pelo iG (leia folhas 501 e 502 ), Durval afirma que Arruda queria receber, inicialmente, R$ 4 milhões do setor de informática no primeiro ano de mandato, mas teria sido convencido por Durval a receber menos.

O texto diz ainda que Durval ponderou ao governador que a pretensão de receber uma propina de quatro milhões de um montante de cinqüenta e sete milhões reais por serviços de informática prestados ao governo era extorsivo.

Em nota, a empresa Sangari nega ter feito pagamento ou dado qualquer tipo de contribuição a Durval.  

Leia a nota na integra:

A Sangari Brasil não fez nenhum tipo de pagamento ou contribuição a qualquer candidato, partido político, servidor público, mandatário ou seus assessores. Repelimos veementemente tais insinuações.

Embora o trecho do depoimento evidencie, mais uma vez, que não há indícios nem acusação direta à empresa, a Sangari Brasil expressa sua indignação com a citação de seu nome em tal contexto.

Considerando também o grau de equívocos e desinformação revelado, a Sangari Brasil esclarece que:

Seu contrato com o Governo do Distrito Federal, firmado em novembro de 2007, não tem caráter "emergencial", ao contrário do que afirma o texto. A Secretaria de Educação do Distrito Federal, ao decidir como política pública a melhoria do ensino de ciências em suas escolas, elaborou um projeto básico, convocou uma audiência pública, fez consulta a diversas empresas e iniciou um processo de licitação, que não prosperou por falta de competidores que atendessem ao objeto do projeto.

Atendendo às recomendações da Procuradoria-Geral do Distrito Federal, foi autorizada a contratação da Sangari Brasil por inexigibilidade, como determina a Lei 8.666/93. Ou seja, o fato de não ter havido uma licitação não significa, absolutamente, que tenha havido qualquer irregularidade; ao contrário, justamente por ter esta característica, o processo que levou à contratação da Sangari Brasil foi rigorosamente auditado, ao longo de meses, pelos organismos públicos de controle e fiscalização.

O Programa Ciência em Foco, que atende a 311 mil alunos nas 525 escolas públicas do DF, está orçado em R$ 289 milhões, desembolsados em parcelas ao longo de 5 anos.

O custo médio por aluno/mês é de R$ 15,58, o equivalente a 2,7% do custo por aluno na rede pública, que é de R$ 573,00 por mês. O programa aplica metodologia desenvolvida, ao longo de 10 anos, por mais de 70 pesquisadores brasileiros, oferecendo formação e suporte ao professor, atividades dirigidas e cerca de 4 mil itens de alta qualidade para pesquisas em sala de aula.

Veja o volume 4 do inquérito


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