BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu 138.402 postos de trabalho com carteira assinada em julho, o melhor desempenho mensal deste ano, com aumento das contratações em todos os setores da economia, segundo dados do Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu que o desempenho do emprego formal em agosto superará a marca de julho, e continuará avançando nos próximos meses.

"O Brasil já está olhando a crise pelo retrovisor", afirmou Lupi em entrevista à imprensa para comentar os dados.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 1.398.181 trabalhadores foram admitidos no mês passado e 1.259.779, demitidos.

No acumulado do ano, o saldo líquido de criação de vagas é de 437.908, número que chegará a 1 milhão até dezembro, segundo projeção de Lupi.

A retomada das contratações na indústria, setor mais afetado pela crise global, foi um dos destaques no mês.

As vagas formais no setor, que tiveram alta muito tímida nos últimos três meses após cinco meses consecutivos de queda, cresceram 0,24 por cento em julho frente a junho, o que corresponde à criação de 17.354 vagas. No ano, o setor ainda contabiliza fechamento de 127.123 vagas.

Nos setores de serviços e comércio, o crescimento foi de 0,21 por cento (27.655 postos) e 0,39 por cento (27.336 postos), respectivamente, em julho.

Na construção civil e agricultura a expansão foi de 1,60 por cento e 1,75 por cento, respectivamente.

O setor com o pior desempenho foi o da atividade extrativa mineral, no qual foram criados apenas 98 vagas. Lupi previu, no entanto, uma evolução nos próximos meses, como reflexo da recuperação de economias importadoras, como a japonesa.

As contratações no setor agrícola, por outro lado, tendem a desacelerar por conta da entressafra.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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