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Emocionada, Marta diz que vai enfrentar demos e tucanos nas eleições em SP

SÃO PAULO - A candidata petista à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, participa na tarde desta sexta-feira da convenção dos partidos de esquerdas que lançam o nome do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) para vice na chapa. Participam da coligação, além do PT e do PC do B, os partidos PSB, PDT e PRB e PTN. Com o apoio do chamado bloquinho de esquerda, a candidata petista terá 7 minutos de propaganda eleitoral gratuita na TV.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

Carolina Garcia
A convenção, que lançou a coligação denominada "Uma nova atitude para São Paulo", acontece em um luxuoso hotal de zona sul de São Paulo começou por volta das 14h30 desta sexta. Além de Marta e Rebelo, participam da reunião as lideranças de todos os partidos que integram o bloco.

Emocionada, Marta disse em discurso que sente "uma militante paulistana". A ex-ministra ressaltou que durante as eleições municipais, São Paulo será palco de uma disputa de dois lados, extremamente "peculiar".

"De um lado, o projeto das forças populares, que estão juntas e unidas para um planejamento de inclusão social para São Paulo. Já no outro lado da disputa estão os "demos" e os tucanos, com um projeto de enrolação social", afirma Marta. "Há 16 anos os tucanos estão no poder, e até hoje não temos um transporte público decente".

Durante discurso, o candidato a vice, Aldo Rebelo, demonstrou satisfação com a parceria com Marta e criticou a educação pública oferecida em São Paulo. "Sem uma escola pública de qualidade, não há democracia".

Entre os presentes estavam os presidentes do PT, Ricardo Berzoini e do PCdoB, Renato Rabelo, o senador Aloisio Mercadante e o deputado federal, Paulinho da Força (PDT).

Durante discurso, Paulinho ressaltou que "realmente a cidade de São Paulo precisa de uma nova prefeitura, ao contrário da atual que trata os trabalhadores na base da porrada".

Sobre a presença de Paulinho na convenção do PT, Marta afirmou que ninguém pode ser julgado antes da hora e que todos os líderes devem participar da coligação".

Interferência de Lula

O acordo entre o bloco de esquerda e o PT começou a ser costurado no dia 17 de junho, em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes do PT, PCdoB, PSB e PDT. Lula defendeu uma união de forças entre os partidos, sobretudo em cidades importantes como São Paulo.

Os integrantes do bloco cobraram mais reciprocidade do PT, e o PCdoB pediu o apoio petista no Rio à candidatura de Jandira Feghali.

PSB e PDT também pleitearam uma aliança com o PT em cidades em que são mais fortes, apostando, sobretudo, na presença de Lula nas campanhas. O presidente anunciou que só participará de campanhas em que os partidos da base de apoio estejam unidos em uma só candidatura.

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