Emissário da ONU sofre pressão de produtores em Mato Grosso do Sul

Em visita a Mato Grosso do Sul, o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos e Liberdade dos Povos Indígenas, James Anaya, avisou que fará um relatório objetivo, imparcial e completo sobre as denúncias envolvendo os povos indígenas no Brasil. Ele pôde conferir o grau de tensão no sábado, em Dourados.

Agência Estado |

Enquanto recebia um grupo de caciques, representantes de 50 mil guaranis-caiovás, 500 produtores rurais protestavam do lado de fora do anfiteatro da Universidade Federal de Dourados, ameaçando invadir o local.

Anaya está se baseando em fatos veiculados pela mídia para iniciar os trabalhos e, ao final, enviará um relatório ao comando da ONU. Ele informou que a situação nas regiões Norte e Centro-Oeste preocupa a entidade internacional, mas não deu mais detalhes. "Tenho a missão de verificar pessoalmente essas denúncias, fazer um relatório exatamente como a ONU quer", explicou. "Quero ouvir todas as partes envolvidas na situação: índios, políticos e produtores rurais."

Anaya, que é índio e nasceu nos Estados Unidos, não cedeu à pressão dos fazendeiros. Ficou até o ultimo momento da reunião com os índios. O que mais irritou os produtores foi uma reza caiová, com dança e chocalhos, que durou pelo menos 40 minutos. Anaya se postou perante os rezadores e, só depois de encerrado o ritual, atendeu aos manifestantes, na Prefeitura de Dourados. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

    Leia tudo sobre: onu

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG