Embraer não vê risco em dívidas de curto prazo

A concentração de dívidas de curto prazo não preocupa a Embraer, afirmou hoje o vice-presidente executivo de Finanças e de Relações com Investidores da fabricante de aeronaves, Luiz Carlos Aguiar. Quase 49% do endividamento total de R$ 3,578 bilhões da empresa estava concentrado no curto prazo no segundo trimestre de 2009.

Agência Estado |

Segundo Aguiar, as aplicações financeiras da Embraer dão conta do pagamento desta dívida.

"E tendo geração operacional de caixa positiva, não vemos nenhum risco ou incerteza. Se tivermos de liquidar esta dívida de curto prazo nos próximos 11 meses, não teríamos nenhuma dificuldade em fazê-lo", comentou o executivo, durante teleconferência com analistas.

As obrigações financeiras com prazo mais curto, com vencimento nos próximos 12 meses, referem-se a financiamentos, oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e repassados pela rede bancária, para estimular as exportações.

Encomendas

Embora os cancelamentos e as prorrogações na compra de aeronaves tenham cessado, a demanda mundial no setor segue em um "nível bastante baixo", afirmou Aguiar.

O mercado mais abalado pela crise foi o da aviação executiva, que liderou o número de cancelamentos no mundo. Segundo o executivo, os novos negócios continuam bastante limitados. Ao ser questionado sobre perspectivas para o mercado de aviação em 2010, Aguiar disse que faria essas observações na próxima teleconferência de resultados. "Acho prematuro fazer qualquer avaliação neste momento."

Ainda que o mercado esteja parado para novos negócios e a volatilidade do câmbio traga incertezas, Aguiar disse que está mantida a meta de atingir uma margem operacional de 10% em 2009, pelo padrão contábil norte-americano US Gaap. No segundo trimestre, o lucro operacional da companhia ficou em US$ 174,6 milhões, com margem operacional de 12% no intervalo.

Produção

Durante a teleconferência, Aguiar afirmou que a fabricante está produzindo o 70º jato Phenom dos 110 modelos executivos que se dispôs a entregar em 2009.

Analistas e investidores chegaram a levantar dúvidas sobre a capacidade de a Embraer cumprir o cronograma de entregas dos aviões. Isso porque, até o segundo trimestre, a empresa entregou somente 21 aviões dessa categoria, restando outros 89 jatos a serem fabricados até o fim do ano.

Segundo o executivo, o processo de entregas, agora, segue em um ritmo mais acelerado, o que torna factível o cumprimento da meta traçada para o exercício completo. "Nós entregamos seis Phenom no primeiro trimestre e outros 15 no segundo. Daí você vê um crescimento significativo na produção", comentou.

Para o terceiro trimestre, a expectativa da Embraer é de entregar de 55 a 60 jatos Phenom. Se a empresa está com a 70ª aeronave em sua linha de produção, isso significa que já montou 49 jatos do final de junho para cá. "Se esse objetivo do terceiro trimestre for alcançado, manteremos nosso guidance (expectativa de resultados) de 110 aeronaves no ano", reforçou.

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