Embraer e trabalhadores não chegam a acordo sobre demissões

SÃO PAULO - Terminou sem acordo a audiência de conciliação desta quinta-feira entre o Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (TRT), trabalhadores e a direção da Embraer sobre as 4.200 demissões anunciadas em 19 de fevereiro. Uma nova audiência foi marcada para 13 de março e um encontro informal para tentar um acerto ficou para a próxima segunda-feira. Enquanto isso, as demissões ficam suspensas por meio de liminar concedida pelo tribunal em fevereiro, segundo informou a assessoria do TRT.

Reuters |

De acordo com o tribunal, a Embraer não está disposta a rever as demissões. A companhia reiterou apenas alternativas aos demitidos, como a extenção do plano de saúde por mais um ano, incluindo familiares.

"Está difícil porque a Embraer continua intransigente. E, pelos dados que temos a partir do site da companhia, ela não está em crise", disse à Reuters Adilson dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, cidade que sedia a Embraer.

O sindicalista argumenta que a empresa comercializou 204 aeronaves no ano passado e previa atingir 270 unidades em 2009, mas fez nova estimativa, para 242. "O número ainda é maior que no ano passado. Não tem lógica", disse Santos.

Os cortes de trabalhadores na Embraer, a maior demissão em massa de uma companhia brasileira desde o agravamento da crise financeira global em setembro, chegaram ao Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considerou as demissões uma "anomalia", recebeu a direção da Embraer e os representantes trabalhadores, em reuniões separadas.

A Embraer levou a Lula os dados de redução nas encomendas de aeronaves e não voltou atrás nas demissões. Aos trabalhadores, Lula disse que telefonaria para o presidente da companhia, Frederico Fleury Curado, para pedir que a empresa abra negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A falta de negociação prévia é a principal reclamação do sindicato.

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