Embraer e demitidos não chegam a acordo e caso vai a julgamento

SÃO PAULO (Reuters) - Terminou sem acordo a última audiência de conciliação realizada nesta sexta-feira entre trabalhadores e a direção da Embraer no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (TRT) sobre as demissões anunciadas pela empresa. Com o resultado, o tribunal marcou para dia 18 o julgamento do caso. Enquanto isso, as demissões ficam suspensas por meio de liminar, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), sede da empresa.

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A Embraer, no entanto, informou que não pagará os salários dos demitidos no período da liminar.

As demissões, anunciadas em 19 de fevereiro, atingiram 4.200 trabalhadores, 20 por cento dos empregados da fabricante de aeronaves. Foi a maior demissão em massa de uma companhia brasileira desde o agravamento da crise financeira global, em setembro passado.

Na audiência desta sexta-feira, o TRT apresentou duas propostas: a suspensão do contrato de trabalho, por um ano, para qualificação profissional e o pagamento de uma indenização adicional no valor de um aviso prévio por ano trabalhado, limitado a 15 salários.

Como contraporposta, a Embraer propôs que a verba indenizatória fosse de dois salários, limitados a 3.500 reais cada um.

A proposta, considerada superior à anterior, de pagamento de 1.600 reais a todos os demitidos, foi recusada pelo sindicato, que atuou para a reintegração de todos os demitidos.

(Reportagem de Carmen Munari)

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