As embalagens dos alimentos servidos pelas companhias aéreas nacionais e internacionais que operam no País deverão conter informações nutricionais dos produtos. A medida foi divulgada nesta terça-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu acatar a recomendação feita em julho passado pelo Ministério Público Federal (MPF).

Nesta quinta-feira, a agência se reunirá com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) e com a Associação Brasileira das Entidades de Comissárias Aéreas (Abeca) para definir quando e como será feita a fiscalização. Além do prazo de validade, os rótulos dos alimentos deverão especificar a quantidade de carboidratos, proteínas, teor de gorduras e sódio, valor energético e a presença de glúten.

A reunião tem o objetivo de traçar um cronograma para estabelecer quando a medida entrará em ação. Ela será cumprida pelas empresas, mas a data de quando começará a ser operacionalizada ainda não foi definida, afirma o procurador da República Thiago Lacerda Nobre, autor da recomendação.

Caso as empresas decidam não imprimir as informações nas embalagens, o promotor afirma que tabelas de ingredientes, como cardápios ou até mesmo etiquetas poderão ser fixadas nos alimentos. É uma solução temporária, diz Nobre.

O não cumprimento da recomendação poderá acarretar em penalidades para as empresas aéreas. Por meio de sua assessoria, o SNEA diz que só irá se pronunciar após a reunião. A Abeca já se comprometeu a adotar a medida. As informações são do Jornal da Tarde.

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