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Emagrecedores: quem realmente precisa fazer uso desses remédios

Emagrecedores: quem realmente precisa fazer uso desses remédios Por Adriana Bifulco São Paulo, 17 (AE) - Quando a balança teima em marcar muitos quilos além do desejado, a recomendação é uma só: fazer uma alimentação saudável e praticar exercícios, sob a supervisão de um profissional da área de Educação Física. Mas há casos em que, mesmo com alteração dos hábitos, o sobrepeso se mantém.

Agência Estado |

Nessas circunstâncias é importante procurar um endocrinologista, que fará as recomendações necessárias para reverter a situação.

E se mesmo após receber orientações sobre a dieta o peso não diminuir, o médico vai receitar medicamentos que auxiliem seu paciente a fazer as pazes com a balança. Essa situação ocorre principalmente com quem tem Índice de Massa Corporal acima de 30 ou IMC 25 com quadro de diabetes, altos índices de colesterol e hipertensão.

O paciente chega ao consultório médico e lá é feita uma história clínica detalhada, que envolve as circunstâncias que levaram ao ganho de peso, a idade em que isso ocorreu, os tratamentos anteriores, os hábitos alimentares e de atividade física. Na seqüência, é feito um exame clínico pormenorizado, são solicitados exames laboratoriais e outros, dependendo do caso, para que seja tomada uma conduta individualizada. Assim é a rotina no consultório de Márcio Mancini, médico do grupo de obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). "Mas cada caso é um caso", ressalta.

Depois que todas as avaliações são feitas o profissional recomenda os medicamentos necessários ao paciente. "Mas não é porque a pessoa começa a tomar remédios que deve deixar de praticar atividades físicas e comer com moderação. É um trabalho em conjunto", avisa Walmir Coutinho, professor associado de endocrinologia da PUC-Rio e presidente da Federação Latino-Americana de Obesidade, além de chefe do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro.

Alguns desses remédios, de acordo com Coutinho, podem causar dependência se usados por longos períodos. "São as chamadas anfetaminas e estimulam o sistema nervoso central", afirma.

Já os efeitos colaterais desses medicamentos costumam ser bem tolerados, segundo Mancini, se recomendados em doses adequadas. "Os efeitos dependem do remédio. Há os que podem causar insônia, irritabilidade e taquicardia, boca seca ou constipação". Segundo o especialista, também há os que podem levar à perda de gordura nas fezes se a ingestão de gordura for exagerada e o paciente não estiver fazendo dieta. E outros que podem causar náuseas, ansiedade e depressão.

A BATALHA CONTINUA - Há quem pense que, depois de fazer o tratamento e atingir seu peso ideal, acredite estar livre da rotina dieta/atividade física/remédios. É aí que acontece o famoso efeito sanfona: "A manutenção de peso só é definitiva se for permanente", justifica Coutinho. "Isso ocorre porque os indivíduos querem um milagre e não se conscientizam que a obesidade é uma doença crônica. E que, se as mudanças não forem definitivas, há grande chance de engordarem novamente", enfatiza Mancini.

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