NOVA YORK ¿ A editora Doubleday anunciou hoje que o O Símbolo Perdido, o primeiro romance do escritor Dan Brown desde o Código Da Vinci, já vendeu mais de 1 milhão de cópias um dia depois de seu lançamento nos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha.

Esse número inclui pedidos antecipados do livro, que está entre os mais encomendados do site da Amazon.com há meses. Uma encomenda adicional de 500 mil cópias já foi feita, elevando o total de cópias para 5,6 milhões. O livro tem lançamento previsto no Brasil para 4 de dezembro, com tiragem inicial de 400 mil exemplares.

AFP

Fã chegou às 4h da manhã na fila para comprar cópia autografada do livro em Londres

"O Símbolo Perdido" chega seis anos após o livro mais recente de Brown e mais uma vez relata as aventuras do professor de Harvard Robert Langdon. O livro chegou às livrarias dos EUA à meia-noite de ontem com uma tiragem excepcionalmente grande ¿ 5 milhões de cópias ¿ e a expectativa de que consiga injetar ânimo novo no setor dos livros.

"Há muita pressão. Afinal, o que veio antes foi "O Código Da Vinci", disse Brown, 45, em entrevista ao programa "Today" da rede NBC. "O Código Da Vinci" vendeu 80 milhões de cópias em todo o mundo, ajudou a dar energia ao setor de livros e foi transposto para o cinema em filme estrelado por Tom Hanks e que rendeu mais de 758 milhões de dólares, segundo a firma Box Office Mojo.

O romance de mistério ambientado na Europa provocou polêmica e foi criticado pelo Vaticano por sua trama, que gira em torno de uma conspiração e da Igreja Católica.

Em "O Símbolo Perdido", Langdon mergulha no mundo secreto da maçonaria e seus rituais. O thriller de 600 páginas conta uma história ambientada em Washington e que acontece ao longo de 12 horas.

"O tema é tão interessante, tão espantoso e tão complexo que precisei de muito tempo adicional para pesquisar e entendê-lo a ponto de poder criar uma história com ele", disse Brown ao "Today", explicando por que levou seis anos para escrever o livro.

Não se prevê que "O Símbolo Perdido" cause tanta polêmica quanto "Código Da Vinci". "É difícil imaginar alguém, depois de ler 'Símbolo Perdido', discutindo sobre a maçonaria em Washington como as pessoas discutiram a visão radical que Brown apresentou de Jesus e Maria Madalena no 'Código'", disse o Los Angeles Times em resenha do livro.

"Aquele livro tocou num nervo cultural profundo por razões evidentes. 'O Símbolo Perdido' é mais como um passeio numa montanha-russa: emocionante, divertido, e depois acaba."

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