Em um ano, os casos de rubéola aumentaram 21 vezes na cidade de São Paulo. Os 45 registros em 2006 saltaram para 966 no ano passado.

No Estado, o crescimento também foi expressivo no mesmo período, saindo de 66 notificações para 1.659 - um número 25 vezes maior. A explosão do contágio é marcada pelo predomínio dos homens nas estatísticas.

Tanto no Estado como no Município, a população masculina corresponde à maioria das vítimas da rubéola. Entre os paulistas, o índice de infectados homens ficou em 68% do total de casos em 2007. Já na cidade, a parcela masculina entre os doentes foi de 66,7%. A explicação é que, historicamente, o foco de vacinação, a principal arma contra a doença, sempre foi as mulheres.

Priorizar a parcela feminina foi uma opção do Ministério da Saúde porque a doença é mais grave nas grávidas. “No geral, a rubéola é simples, só provoca febre e manchas vermelhas, nenhum outro sintoma sério”, explica o secretário da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio Furtado. “Mas durante a gravidez, o vírus pode provocar a síndrome da rubéola congênita no feto. O bebê nasce com sérias complicações, sendo a principal a surdez.”

Por isso, no início do ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou o desafio: estabeleceu a meta para o Brasil erradicar a rubéola até o ano 2010. Para alcançar o objetivo, os governos federal, estadual e municipal estipularam o dia 9 de agosto como crucial. Na data, será realizada uma grande campanha de vacinação contra a doença, que se estende até o dia 12 de setembro. E a proposta é atrair os homens, em especial, para os postos de saúde. “Pretendemos vacinar 14 milhões de pessoas, entre 20 e 39 anos. Só vamos conseguir acabar com a rubéola caso os homens nos ajudem”, afirma a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato. As informações são do Jornal da Tarde

AE

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