Em SP, túnel na Imigrantes encurta, mas custo aumenta

A Prefeitura de São Paulo já definiu o traçado final do túnel que vai ligar a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, na zona sul. Passando sob uma área de 1,3 milhão de metros quadrados entre os bairros de Jabaquara, Brooklin e Vila Mascote, atualmente ocupada por 13 favelas - nas quais vivem 30 mil pessoas -, a passagem terá 2,8 quilômetros de extensão e não mais os 4,2 quilômetros planejados anteriormente.

Agência Estado |

O custo estimado para a conclusão do projeto é de R$ 2,9 bilhões - R$ 700 milhões a mais do que se esperava inicialmente.

O traçado do túnel mudou do lado esquerdo para o direito do Córrego Água Espraiada porque o solo da área é mais resistente e pode ainda baratear os custos, segundo o governo. A conclusão da obra deve ocorrer em 2013, na avaliação otimista dos técnicos. "Com a redução da extensão do túnel e a mudança do trajeto, acreditamos que vai ser possível diminuir valores", diz o secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Marcelo Cardinale Branco. Será a maior obra da atual gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O plano da Siurb é lançar o edital de licitação até o fim do ano e iniciar as obras ainda em março. Onze consórcios de empresas foram pré-qualificados. Pelo mesmo edital, a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) lançará concorrência para contratar uma empresa de gerenciamento social para remover as cerca de 8 mil famílias que vivem na região.

Parque

Na ampla área sobre o futuro túnel da Roberto Marinho, ocupada por favelas, vai ser criado um parque com as dimensões do Ibirapuera. Projetado pelo arquiteto Paulo Bastos, será entrecortado por ruas destinadas ao trânsito dos bairros. Conjuntos habitacionais para cerca de 5 mil famílias também serão construídos no local. A remoção das famílias pode demorar até quatro anos, segundo a Sehab.

Segundo Branco, o ritmo do projeto deve ser determinado pela disposição do mercado imobiliário em comprar os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Operação Urbana Águas Espraiadas. Ainda existem 2,8 milhões de Cepacs para serem negociados, que poderiam render R$ 1,7 bilhão no setor privado. A Siurb espera que, com o fim da crise, o título se valorize e chegue a R$ 1 mil (cada título) - valor suficiente para as obras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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