Em SP, The Cranberries privilegia sucessos do passado

Foi um bem-vindo retorno aos anos 90. O show que os irlandeses do Cranberries fizeram na sexta-feira, em São Paulo, no Credicard Hall, privilegiou apenas os principais hits do passado, ignorando por completo as composições do último álbum da banda, Wake Up And Smell The Coffee, lançado em 2001.

Agência Estado |

Alguém reclamou? Não, pelo contrário. Era isso mesmo que os fãs esperavam, com ingressos esgotados.

No começo, em meio à histérica gritaria dos fãs, o som da música que abriu o show, "How", ficou abafado, equalizado depois, durante o restante da apresentação. "Chegamos hoje cedo a São Paulo. Viemos do Rio de Janeiro e dormimos durante o dia para ficarmos acordados a noite inteira com vocês", disse a vocalista Dolores O’Riordan, em plena forma aos 39 anos. Em seguida, emendaram com "Animal Instinct", do álbum Bury the Hatchet, de 1999.

Antes de apresentarem a terceira canção da noite, Dolores avisou à plateia. "Vou cantar uma música delicada, para ficar juntinho. Não tenham vergonha", e deu os primeiros acordes de "Linger", hit do primeiro álbum Everybody Else Is Doing it, So Why Can’t We?, de 1993.

Em 2003 a banda deu um tempo na carreira. Período em que os integrantes aproveitaram para se dedicar a trabalhos-solo e cuidarem da vida pessoal. Quatro anos depois, em 2007, Dolores viria ao Brasil para seu show-solo. Na apresentação de sexta, ela também tocou algumas dessas músicas, como "Switch off the Moment", "The Journey" e "Ordinary Day". "Já toquei para vocês há dois anos. Mas estava sozinha", disse ela ao público.

Outros grandes hits também estiveram no set list. Durante "Ode to My Family", Dolores desceu até a plateia onde pegou na mão dos fãs. A primeira parte foi encerrada com os sons mais pesados do grupo: "Salvation" e "Zombie". Esta última, lançada em 1994, no álbum No Need To Argue, foi feita em forma de protesto contra as tensões que atingiram o país nas últimas décadas.

No meio da apresentação um fã gritou pedindo pela música "Dreams", prontamente respondido por Dolores que disse que a cantaria por último, porque precisava aquecer as cordas vocais. No bis, eles interpretaram "Empty", "The Journey" e, promessa atendida, "Dreams". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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