Em SP, sindicatos querem parar CPTM no sábado

Seis mil ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) prometem cruzar os braços, por tempo indeterminado, a partir da meia-noite do sábado. Eles reivindicam 4,44% de reajuste relativo às perdas salariais, mais 5% de aumento real, além de programa de participação nos resultados (PPR) da empresa, entre outros pontos.

Agência Estado |

A empresa ofereceu 4,5%. No sábado ocorre o treino oficial para o GP Brasil de Fórmula 1 e a Linha 9-Esmeralda é um dos principais acessos ao Autódromo de Interlagos. A companhia informou, em nota, que "aguarda o desdobramento das negociações".

De acordo com Eluiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias (STEFSP), a greve vai afetar todas as linhas e estações. "Se não houver negociação, manteremos os trens parados durante a semana que vem", ameaça. Uma rodada de negociações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ontem, fracassou. Segundo Matos, não há nenhuma determinação judicial para manter parte dos trens em circulação.

Em nota, a CPTM informou que está em negociação com os sindicatos do setor desde agosto e já melhorou a proposta. "A CPTM tem restrições orçamentárias e, caso atendesse a tudo o que os sindicatos pedem, teria de arcar com gastos adicionais, comprometendo o equilíbrio entre despesas e receitas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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