Os quatro programas de transferência de renda em São Paulo tornaram-se o principal instrumento do Município para lidar com as distorções existentes na rede de apoio social e educacional para crianças e adolescentes. Desde que o cadastramento foi unificado pela Prefeitura, em 2006, a população dos bairros com mais moradores em situação de extrema pobreza é a mais beneficiada.

O ranking dos 209 mil receptores do Bolsa Família, do governo federal, que distribui entre R$ 140 e R$ 200 para famílias com crianças matriculadas na escola, evidencia essa realidade. O Grajaú, na zona sul, fica no primeiro lugar do ranking, com 12.452 famílias. No bairro, entre 133 mil crianças e jovens de até 18 anos, 32% estão em pobreza extrema.

No outro extremo da tabela está o Jardim Paulista, distrito onde 70% dos chefes de família ganham mais de 10 salários mínimos e só 17 famílias recebem valores do governo federal. Nos cinco distritos em que há mais beneficiados, em média, 27% dos que têm até 18 anos estão em situação de pobreza extrema. Entre os cinco menos beneficiados, não existem crianças e jovens nessa situação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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