O paulistano tem atravessado perigosas avenidas no escuro. Muitas faixas iluminadas de travessia de pedestres estão com lâmpadas apagadas.

Na última quarta-feira, a reportagem do Jornal da Tarde percorreu 50 quilômetros em vias de São Paulo durante três horas e encontrou 114 lâmpadas apagadas e 94 acesas.

O atropelamento, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ainda é a principal causa de morte no trânsito, respondendo por 48% das ocorrências registradas em 2009 - 671 mortes, média de dois casos por dia. A maioria dos acidentes com pedestres acontece à noite, especialmente entre 18 horas e 19 horas, nos dias de semana, e às 23 horas, nas sextas-feiras e sábados.

Existem, na capital, 3.144 travessias de pedestres iluminadas. Há a previsão de implantação de mais 360 dessas na cidade ainda este ano. A maior parte dos equipamentos inoperantes flagrados pela reportagem fica na zona norte, entre as Avenidas Brás Leme, Voluntários da Pátria, Cruzeiro do Sul, Água Fria, Ataliba Leonel e Rua Doutor Zuquim.

A CET reconhece o problema e diz que está mapeando os locais onde há mais risco de atropelamentos à noite para implantar mais faixas de travessia iluminadas. Resultados parciais do estudo mostram que no período antes e depois da implantação de um lote de 103 novas travessias houve redução de 50% do número de atropelamentos noturnos.

Segundo a Prefeitura, no orçamento deste ano da companhia há R$ 4,970 milhões reservados especificamente para a instalação desses equipamentos. A CET também deve implantar ainda este ano um novo equipamento de iluminação com "maior robustez e durabilidade". A administração atribui a escuridão das travessias de pedestres às intempéries, vandalismo e desgaste do material, uma vez que os primeiros equipamentos foram instalados nas ruas em 1997. As informações são do Jornal da Tarde.

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