A partir do próximo semestre, as salas de leitura das escolas estaduais vão contar com best-sellers juvenis, entre eles Harry Potter, para reverter a ¿goleada¿ que a televisão e o videogame costumam dar na leitura. A modernização do acervo é uma estratégia da Secretaria de Estado da Educação para melhorar, inclusive, as notas baixas em português repetidas anualmente pelos estudantes da rede.

Serão 4.200 escolas de 5ª a 8ª do Ensino Fundamental e de Ensino Médio que irão receber títulos da série Potter, Crepúsculo , Menina que Roubava Livros entre outros. Ao todo, o governo vai comprar 2 milhões de exemplares, com estimativa de investimento de R$ 19,3 milhões. Maria Aparecida Ceravolo Magnani, coordenadora do acervo das salas de leitura da Secretaria, ressalta que apesar da novidade, as prateleiras ainda vão contar com as obras clássicas, tradicionais e obrigatórias no vestibular, como Sagarana , de Guimarães Rosa.

A ideia é fisgar novos leitores. O Instituto Pró-Livro, em estudo feito com 5 mil pessoas, mostrou no fim do ano passado que o brasileiro lê, por livre e espontânea vontade, 1,3 livro por ano. Em fase escolar, os estudantes leem 7. No entanto, 5,5 deles são didáticos ou orientados por professores. A distância da leitura é até no nível superior. Enquete feita pelo Centro Integração Empresa e Escola (CIEE), com 1.040 universitários de entidades públicas e privadas de São Paulo, mostrou que um em cada cinco deles não lê absolutamente nada. Grande parte dos adeptos da leitura só entrou na lista por causa da Bíblia. As informações são do Jornal da Tarde .

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