Apesar de ser um costume de fim de ano, a caixinha de Natal começa a ser substituída por outras modalidades de gratificações. Festas, presentes e até cestas caprichadas com nozes, champanhe e outras gostosuras típicas dessa época são algumas das alternativas encontradas pelos síndicos de grandes condomínios.

Em prédios de alto padrão, ela já foi substituída pelo 14º salário. “A tendência é evitar tanto a caixinha como a lista de contribuições em dinheiro”, diz o advogado imobiliário Márcio Rachkorsky. “Elas são constrangedoras e muitas vezes causam problemas entre funcionários e condôminos.”

Nem sempre os moradores querem ou podem contribuir financeiramente, o que afeta a sua eficiência.“Quando o sistema é de caixinha, há o risco de poucos participarem e a soma total ser muito baixa para ratear entre os funcionários”, diz a professora de economia Iraci Torres, de 51 anos, síndica de um prédio no Brooklin, na zona sul. Com um sistema bem democrático de gerenciamento, ou seja, com várias comissões de trabalho, o edifício realiza uma festa de Natal para funcionários e seus familiares.

“A churrasqueira e áreas livres ficam abertas para que os 25 empregados e prestadores de serviços aproveitem bons momentos com seus parentes no local onde trabalham o ano todo”, diz Iraci. Eles ainda ganham cestas de Natal, e os filhos, brinquedos, roupas e livros. Ao todo, o condomínio gasta R$ 5 mil. Ainda há sorteios, patrocinados pelos fornecedores que trabalham ali, como empresa de TV a cabo e de manutenção de elevador. Entre os brindes, há batedeira e secador. “Os funcionários ficam muito felizes.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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