Em SP, acidente de moto lidera casos de lesão medular

Motociclistas que ficaram paraplégicos, tetraplégicos ou mutilados em acidentes de trânsito lideram os atendimentos na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em São Paulo. Pesquisa da entidade revela que, no ano passado, dos 55 pacientes que se acidentaram no trânsito, 43,6% estavam sobre duas rodas.

Agência Estado |

A AACD atendeu 195 pessoas vítimas de lesão medular em 2008. A maioria, 77,4%, teve alguma lesão causada por acidente de trânsito, tiro ou queda.

Na capital paulista, as motos correspondem a 12% da frota de veículos. A reabilitação de cada uma dessas pessoas leva em torno de seis anos e custa para a AACD nada menos que R$ 60 mil, dos quais R$ 36 mil são reembolsados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante é bancado pela própria sociedade, por meio de doações. Esse custo inclui fisioterapia, hidroterapia, terapia ocupacional e eventuais cirurgias. “Esses motociclistas chegam aqui às vezes só movimentando a cabeça e precisam de tratamento intenso”, explicou Eduardo Carneiro, presidente voluntário da AACD.

Desde 2007 as vítimas de acidente de trânsito voltaram ao topo do ranking. As lesões por ferimentos com armas de fogo, antes a principal causa, caíram para a segunda posição. E são as motos as responsáveis por essas estatísticas. Em 2008, 55 pacientes se acidentaram no trânsito - 24 com motos. As lesões medulares não traumáticas representam 22,6% dos casos e são causadas por tumores, infecções e acidentes vasculares. O tratamento na AACD precisa ter encaminhamento de um médico. Tudo é gratuito. Atualmente, 32 mil pessoas aguardam na fila. A espera pode chegar a sete anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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